Pelo segundo ano consecutivo, Singapura lidera o ranking de passaportes mais poderosos do mundo, permitindo entrada sem visto em 193 destinos, conforme a nova edição do Henley Passport Index. O levantamento, que considera 227 possíveis países e territórios, revela um cenário de crescente mobilidade para nações asiáticas e europeias.
O Brasil avançou da 17ª para a 16ª colocação em relação ao ranking anterior. A lista completa está disponível no site oficial do índice, que é elaborado com base em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e complementado por pesquisas conduzidas pela Henley & Partners.
No topo da lista, Japão e Coreia do Sul dividem o segundo lugar, com seus cidadãos podendo visitar 190 destinos sem a necessidade de visto. Logo em seguida, sete países da União Europeia aparecem empatados na terceira posição — Alemanha, França, Espanha, Itália, Dinamarca, Finlândia e Irlanda — com acesso livre a 189 locais.
Na quarta colocação, estão outras sete nações europeias: Portugal, Áustria, Bélgica, Noruega, Suécia, Países Baixos e Luxemburgo, todas com acesso a 188 destinos. Já o quinto lugar reúne Grécia, Suíça e Nova Zelândia — esta última sendo a única fora da Europa e da Ásia entre os dez primeiros colocados.
Na extremidade oposta do ranking, o Afeganistão segue como o país com o passaporte mais limitado do mundo, oferecendo acesso sem visto a apenas 25 destinos — uma diferença de 168 lugares em relação à Singapura.
O Reino Unido e os Estados Unidos registraram nova queda, perdendo uma posição cada desde o início do ano. Atualmente, os britânicos ocupam o 6º lugar, com 186 destinos liberados, enquanto os norte-americanos aparecem em 10º, com 182. “Notavelmente, os EUA estão à beira de sair do Top 10 pela primeira vez nos 20 anos de história do índice”, destaca o relatório.
A Índia foi o país com maior progresso nos últimos seis meses, subindo oito posições — agora em 77º lugar — mesmo com o acréscimo de apenas dois novos destinos isentos de visto, somando 59. A Arábia Saudita, por sua vez, ampliou sua rede de acesso livre em quatro países, alcançando um total de 91 destinos e subindo para a 54ª posição, quatro acima da anterior.
Ao analisar a última década, nota-se uma tendência geral de crescimento. Ainda assim, 16 países perderam posições no ranking. A Venezuela teve a maior queda: caiu da 30ª para a 45ª colocação. Em seguida aparecem os Estados Unidos, que caíram oito posições, além de Vanuatu (-6), Reino Unido (-5) e Canadá (-4). (Foto: PixaBay; Fonte: UOL)
E mais:
MEC só compra livros de duas disciplinas para crianças do fundamental

