EUA e Japão firmam acordo comercial e evitam tarifas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou a conclusão de um acordo comercial com o Japão, que afasta a imposição de tarifas adicionais de 25% previstas para o dia 1º de agosto. Segundo o mandatário americano, “o Japão vai pagar tarifas recíprocas de 15%, em vez dos 25%”, classificando o pacto como um feito “sem precedentes”.

Do lado japonês, o primeiro-ministro Shigeru Ishiba comemorou os resultados do entendimento. Em coletiva à imprensa, declarou que foi “uma grande vitória ter conseguido a maior redução entre os países com excedente comercial com os EUA.”

O tratado prevê maior abertura do mercado japonês a produtos americanos, como veículos, utilitários e alimentos — inclusive o arroz. Atualmente, o Japão compra até 770 mil toneladas de arroz estrangeiro sem taxação, volume que poderá ser revisto para favorecer a produção dos EUA.

Tóquio assegurou que o setor agrícola local não será prejudicado. “Nada no acordo impõe sacrifícios aos nossos agricultores”, enfatizou Ishiba. Apesar dos avanços, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o aço e o alumínio japoneses continuam valendo.

Outro ponto do acordo é o compromisso de investimentos: bancos públicos do Japão vão disponibilizar até US$ 550 bilhões em financiamentos, garantias e aportes voltados a empresas que pretendem se instalar nos EUA.

De acordo com dados do governo norte-americano, em 2024 os Estados Unidos importaram US$ 148,4 bilhões em bens japoneses e exportaram US$ 79 bilhões, acumulando um déficit de US$ 69,4 bilhões.

Embora o pacto com o Japão tenha avançado, as tratativas com outros países seguem. “A Europa vem amanhã e depois outros ainda”, disse Trump a senadores, alertando que, sem novos acordos até 1º de agosto, tarifas de até 50% poderão ser aplicadas a nações como Brasil, Canadá e os membros da União Europeia. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: RFI)

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