Em mais um desdobramento do conjunto de investigações que envolvem o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República voltou a se manifestar no caso e reforçou o pedido de condenação no processo em que ele é acusado de coação no curso de uma ação penal.
A nova posição do órgão ocorre na fase final do caso e acrescenta mais um capítulo à sequência de ações judiciais que têm atingido nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Assim, a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, em mais um desdobramento do caso que segue ampliando o desgaste judicial envolvendo nomes próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em caso de condenação, a pena pode variar de 1 a 4 anos de detenção, além de multa.
Na versão da acusação, o filho do ex-presidente teria atuado para supostamente dificultar o andamento da ação que trata da suposta ‘tentativa de golpe de Estado’, processo no qual o próprio Jair Bolsonaro já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão.
“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, afirmou a PGR.
Para o órgão, Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio junto ao governo de Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras, incluindo articulações por sanções e tarifas contra o Brasil e integrantes do Judiciário como forma de reação ao andamento do processo.
“Os elementos reunidos nos autos comprovam, portanto, que Eduardo Nantes Bolsonaro praticou, de forma continuada, o crime que lhe é imputado na denúncia”, conclui a manifestação.
No mês passado, o ex-deputado não compareceu ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal no âmbito da ação penal. Ele não indicou advogado e passou a ser representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
Como vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, o depoimento estava previsto para ocorrer por videoconferência, mas não foi realizado.
Após a manifestação da PGR, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abriu prazo de 15 dias para que a defesa apresente suas alegações finais.
A acusação também envolve o empresário e produtor de conteúdo Paulo Figueiredo. Segundo a PGR, ambos teriam atuado de ‘forma coordenada’ para tentar pressionar ministros do STF por meio de articulações internacionais, inclusive com contatos no alto escalão do governo norte-americano.
O caso agora entra na fase final antes do julgamento, em meio a mais uma movimentação da PGR que tende a intensificar o embate jurídico em torno do tema. E mais: Emocionado, Tirullipa revela valor do prejuízo milionário após incêndio em seu circo. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: G1)

