PF decide sobre pedido para investigar Bolsonaro por associar Lula a ditador

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Ao longo dos últimos anos, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido recorrente alvo de disputas judiciais e questionamentos em diferentes instâncias, em meio a uma série de representações envolvendo declarações públicas, publicações em redes sociais e atos de governo. Esse cenário de constante judicialização voltou a ganhar destaque após mais um episódio analisado pela Justiça no Distrito Federal.

Mas desta vez, a Polícia Federal informou que não instaurou inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em relação a publicações que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao regime do ex-ditador sírio Bashar al-Assad. A manifestação ocorreu após questionamento da 8ª Vara Criminal de Brasília, que buscava esclarecimentos sobre a eventual abertura de investigação.

Segundo a corporação, não houve formalização de inquérito policial sobre o caso. Com isso, ainda não está definido qual órgão poderá assumir uma eventual apuração: a Polícia Civil do Distrito Federal ou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

A representação foi apresentada por um cidadão com dupla nacionalidade russa e brasileira. No pedido, ele citava uma publicação feita no canal oficial de WhatsApp de Bolsonaro, na qual Lula era associado ao governo sírio e a supostos episódios envolvendo perseguição a cidadãos.

O conteúdo teria sido divulgado em 15 de janeiro do ano passado, no canal oficial utilizado pelo ex-presidente. De acordo com informações do processo, a postagem não está mais disponível nas redes e canais de comunicação de Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.



A solicitação para abertura de investigação havia sido encaminhada à Polícia Federal em julho do ano passado pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Apesar disso, a PF não avançou com a instauração de inquérito.

A publicação citava o regime de Bashar al-Assad, que foi deposto em dezembro de 2024, após grupos rebeldes assumirem o controle da capital Damasco. Após a queda, Assad e familiares teriam deixado a Síria e buscado refúgio na Rússia. E mais: FBI revela perseguição a OVNIs durante operação militar. Clique AQUI para ver. (Foto: Band; Fonte: Oeste; Gospel+)

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