A Polícia Federal informou nesta terça-feira (6) que a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital só poderá ocorrer mediante autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes é relator do processo que levou à prisão do ex-mandatário.
Em comunicado anterior, a PF havia confirmado a transferência para o hospital DF Star a pedido do médico particular de Bolsonaro, sem necessidade de aval judicial. Minutos depois, no entanto, a corporação atualizou a informação, esclarecendo que o procedimento depende da autorização da Suprema Corte.
A possibilidade de encaminhamento hospitalar surgiu após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatar nas redes sociais que Bolsonaro teria caído durante a madrugada desta terça-feira e batido a cabeça em um móvel na cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Segundo o cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento médico do ex-presidente, Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve. A declaração foi dada à CNN Brasil nesta terça-feira.
O incidente ocorre poucos dias depois de Bolsonaro receber alta após diversos procedimentos médicos para tratar uma hérnia inguinal bilateral e crises persistentes de soluço.
Durante a internação, iniciada em 24 de dezembro, o ex-presidente passou por quatro cirurgias em aproximadamente uma semana, incluindo intervenções para conter os soluços, além de exames que identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial. Ainda durante o período hospitalar, Bolsonaro solicitou a prescrição de antidepressivos, segundo informações médicas.
A decisão final sobre a transferência hospitalar caberá ao ministro Alexandre de Moraes. Caso o pedido seja negado, a expectativa é de que Bolsonaro permaneça na Superintendência da PF após a alta médica.
Vale lembrar que este não é o primeiro procedimento cirúrgico enfrentado por Bolsonaro desde que sofreu a facada em 2018, durante a campanha presidencial. Desde então, o ex-presidente passou por múltiplos tratamentos médicos relacionados ao atentado. (Foto: EBC; Fonte: CNN)

