Petrobras diz que importadores privados estariam desviando diesel que viria ao Brasil

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (18) que importadores privados de combustíveis têm redirecionado para outros países navios que originalmente estavam destinados a abastecer o Brasil.

Segundo Magda, a prática aumentou a incerteza sobre o fornecimento nacional, especialmente após o início do conflito no Irã. A executiva destacou que a estatal tem feito esforços para ampliar a produção em suas refinarias, mesmo diante de limitações de importação.

“A inteligência competitiva da Petrobras monitorou seis navios de terceiros destinados ao Brasil. Alguns chegaram próximos a portos brasileiros, mas tiveram seus destinos desviados”, afirmou, em evento no Rio de Janeiro. A presidente sugeriu que os desvio se deu em busca de mercados com preços mais elevados devido à escassez global do combustível.

No início do pregão desta quarta, o diesel vendido pelas refinarias da Petrobras custava R$ 2,15 por litro a menos que a paridade de importação, enquanto a gasolina apresentava diferença de R$ 1,33 por litro.

“Nossa capacidade de importação não atende toda a demanda do Brasil. Isso ocorre porque o Estado decidiu, em determinado momento, que a Petrobras não ficaria sozinha no mercado”, acrescentou.

Entidades do setor, como Abicom, IBP e Brasilcom, enviaram carta ao governo pedindo aumento do preço do diesel, argumentando que os valores atuais tornam as importações economicamente inviáveis.

Segundo o texto, o reajuste anunciado na semana passada pela estatal “é uma resposta parcial” ao problema.

O Sindicom, que representa grandes distribuidoras, também cobrou a continuidade de leilões de volumes adicionais de combustíveis pela Petrobras, medida considerada importante para garantir o abastecimento nacional.

As empresas alertam para aumento da demanda, enquanto a estatal corta cotas e nega pedidos adicionais, gerando preocupação para abril.

Na terça-feira (17), a Petrobras comunicou o cancelamento de leilões programados para o início da semana, decisão que, segundo Magda, visa reavaliar o cenário antes de disponibilizar novos volumes.

A estatal afirma que está entregando ao mercado volumes 15% superiores aos contratados e adiou paradas de manutenção em refinarias para manter o fornecimento durante o conflito. E mais: Deputado no MT esquece microfone aberto e acaba ‘falando demais’. Clique AQUI para ver (Foto: Petrobras; Fonte: Folha de SP)

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