Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou e ironizou nesta quarta-feira (25) o pedido de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou explicações sobre o uso de celular durante uma visita ao ex-presidente Bolsonaro, enquanto ele estava em prisão domiciliar, proibido de manter contato virtual, mesmo por intermédio de terceiros.
Em publicação nas redes sociais, Nikolas escreveu: “Criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24h para explicar nada. Mas celular de visita agora vira caso de ‘gravidade institucional’. Não é justiça, é teatro para intimidar. Patético.”
O parlamentar reafirmou ainda que o uso do celular ocorreu dentro da normalidade de sua atividade parlamentar. Segundo ele, o aparelho estava apenas para uso pessoal e não foi usado para comunicação externa. Nikolas destacou:
“Não recebi orientação sobre proibição do aparelho.”
A situação foi registrada por um drone da TV Globo, que exibiu imagens de Nikolas usando o celular próximo a Bolsonaro durante a visita.
O deputado repudiou a gravação, classificando-a como uma “violação grave de privacidade, totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística”.
O caso ganhou repercussão após Erika Hilton (PSOL-SP) solicitar ao STF a apuração do episódio, questionando se houve descumprimento das regras da prisão domiciliar do ex-presidente. Nikolas Ferreira, no entanto, sustenta que agiu dentro de sua função parlamentar e que não houve qualquer irregularidade no uso do aparelho.
A visita ao presidente Bolsonaro ocorreu dentro da normalidade da minha atividade parlamentar. Meu celular estava comigo para uso pessoal e não foi usado para comunicação externa. Não recebi orientação sobre proibição do aparelho. As proibições dizem muito sobre o estado do país.… pic.twitter.com/9d1Dr96HGY
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) November 26, 2025

