O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, teria sido avisado por Joesley Batista no ano passado sobre a necessidade de deixar o cargo, mas, segundo reportagem do The New York Times, ignorou o alerta aparentemente por não perceber a “urgência da situação”.
A matéria revisita os meses que antecederam a derrubada do regime venezuelano e destaca, por exemplo, uma ligação ocorrida em 21 de novembro entre Maduro e o então presidente Donald Trump.
A chamada teria durado entre cinco e dez minutos, sem resultar em acordo ou confrontos diretos, mas terminou com conclusões diz-se “drasticamente diferentes”, o que acabou desencadeando uma série de mal-entendidos que culminaram na ofensiva americana contra a Venezuela.
Segundo o jornal, dias após essa conversa, Batista teria comunicado pessoalmente ao líder venezuelano que ele precisava sair do poder. O brasileiro, diz a reportagem, teria encontrado o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pouco antes desse aviso.
Conforme a matéria, “Rubio deixou claro para Batista que os Estados Unidos queriam que o líder venezuelano fechasse um acordo e deixasse o país. Mas, ao ouvir isso, Maduro interpretou como um ultimato, reagiu com irritação à ideia de deixar o cargo e descartou a ameaça”.
Mesmo depois do alerta, Maduro continuou em aparições públicas, muitas delas sem cronograma previsto, e chegou a cantar e dançar, às vezes entoando slogans em inglês — atitudes que, segundo a reportagem, teriam irritado Trump e influenciado a decisão de lançar a ação militar.
Em 3 de janeiro, os Estados Unidos deflagraram uma ampla operação em Caracas que resultou na captura de Maduro. Ele foi levado aos Estados Unidos para responder a acusações relacionadas ao tráfico de drogas, incluindo conspiração e narcoterrorismo, e negou culpa em tribunal de Nova York.
Tentativas de contato do New York Times com Batista e com o advogado de Maduro não obtiveram respostas, segundo a própria reportagem. E mais: A ‘frente ampla’ de Valdemar para a campanha de Flávio. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: CNN; NYT)

