Enquanto as luzes de Nova York se acendem para mais uma Assembleia-Geral da ONU, líderes internacionais se movimentam nos bastidores para tomar decisões que podem redefinir o equilíbrio diplomático no Oriente Médio.
Debates, encontros e negociações silenciosas ganham ritmo, e algumas dessas decisões começam a sair das salas fechadas para o mundo. Assim, neste domingo (21), quando começa o encontro nos EUA, o Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram o reconhecimento formal do ‘Estado da Palestina’, em pronunciamentos separados.
A medida se antecipa a um grupo de dez países que deve seguir pelo mesmo caminho durante a Conferência de Alto Nível sobre Palestina, organizada paralelamente à Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
Com a decisão, Londres e Ottawa se tornam os primeiros membros do G7 a reconhecer oficialmente a Palestina. Atualmente, mais de 140 países já adotaram essa posição, incluindo o Brasil, que formalizou o reconhecimento em 2010.
Nos últimos anos, nações europeias como Espanha, Irlanda e Noruega já haviam tomado medidas semelhantes, reforçando o apoio ao Estado palestino. Porém, Alemanha e Itália não aderiram à iniciativa, frustrando a tentativa do presidente francês Emmanuel Macron de criar um bloco europeu unificado em favor da Palestina, contrapondo-se à postura histórica de apoio dos Estados Unidos a Israel.
Além do trio de países que anunciou o reconhecimento neste domingo, a conferência desta semana contará com manifestações oficiais de França, Portugal, Bélgica, Luxemburgo, Andorra, Malta e San Marino.
A expectativa é que a decisão coletiva fortaleça a posição diplomática da Palestina no cenário internacional e abra espaço para negociações futuras entre os envolvidos no conflito.(Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

