Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira (27) que pretende conversar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre a possibilidade de intermediar o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Os dois se encontraram no domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia, e o petista se colocou à disposição para ajudar a resolver crises como as que ocorrem na Venezuela e na Ucrânia.
“Eu ainda não falei para ele [Trump], mas qualquer dia eu vou dizer para ele que a gente pode resolver essa guerra da Ucrânia. Porque eu acho que a guerra está no seu ponto de maturidade”, afirmou Lula aos jornalistas. O petista sonha, desde o início de seu governo 3, tentar intermediar um acordo entre as duas nações, mas falhou.
Trump mantém contato com os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, embora ainda não tenha ocorrido um encontro formal entre eles.
Segundo Lula, as partes já conhecem seus objetivos e limites. “O que está faltando é colocar na mesa de negociação”, disse. “Eu acho que estamos chegando no ponto de acabar com essa guerra”, acrescentou.
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Além disso, o petista reconheceu um equívoco ao anunciar sua candidatura à reeleição fora do país. “Foi um erro” anunciar na quinta-feira (23), em Jacarta, na Indonésia. “Na verdade, eu não deveria ter falado na Indonésia. Eu tenho que falar no Brasil. Foi um lapso da minha parte, eu não tenho voto lá. Foi um erro”, explicou aos jornalistas na Malásia.
Em Jacarta, Lula havia anunciado pela primeira vez sua candidatura, depois de condicionar a decisão à sua saúde física e mental. O presidente completou 80 anos nesta segunda-feira e, durante a entrevista, afirmou estar no auge de sua vida: “Eu nunca me senti tão vivo e com tanta vontade de viver. Por isso, digo que espero viver até os 120 anos”, disse.

