MPF já cobra explicações do governo do RJ sobre megaoperação contra o tráfico

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Já no mesmo dia da megaoperação de hoje (28) contra o tráfico, o Ministério Público Federal (MPF) pediu explicações formais ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), após a operação policial deflagrada, que terminou com ao menos 64 mortos.

O procurador Julio José Araújo Júnior encaminhou um ofício solicitando que o governo estadual detalhe “de que forma o direito à segurança pública foi promovido” durante a ação.

No documento, o representante do MPF cobra informações sobre as ‘finalidades da operação’, os ‘custos envolvidos’ e a ‘comprovação’ de que não havia outro meio menos gravoso para atingir o mesmo objetivo.

Além disso, o ofício questiona se o Estado cumpriu as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) referentes a operações policiais em favelas. (…)

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(…) Entre essas determinações, o STF exige o uso de câmeras corporais, a presença de ambulâncias para atendimento imediato de feridos, além do respeito às normas constitucionais em buscas pessoais e domiciliares, bem como em outras etapas das ações de segurança pública em comunidades.

Segundo a Polícia Civil, a operação — batizada de Operação Contenção — resultou em 64 mortes, incluindo quatro policiais. Outras nove pessoas ficaram feridas, sendo três moradores e seis agentes (quatro civis e dois militares). Entre os mortos, estariam lideranças da facção Comando Vermelho vindas de outros estados que se reuniam na região.

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A ação mobilizou cerca de 2.500 agentes de diferentes forças de segurança para cumprir mandados de busca e apreensão em várias localidades da capital fluminense.




De acordo com as autoridades, a operação foi resultado de um ano de investigações conduzidas em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e teve como principal objetivo desarticular o comando interestadual da facção criminosa.

O número de mortos na Operação Contenção superou o da ação na favela do Jacarezinho, em maio de 2021, quando 28 pessoas foram mortas — episódio que, até então, era considerado o mais letal da história do estado. (Foto: MPF; Fonte: UOL)

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