Moraes já votou em recurso de Bolsonaro

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou nesta sexta-feira (7) a análise dos recursos apresentados pelos condenados do núcleo 1 no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

O julgamento, realizado em plenário virtual, segue até a próxima sexta-feira (14). Logo entre os primeiros votos, o Alexandre de Moraes se posicionou pela rejeição do recurso movido pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta reverter a pena de 27 anos e três meses de prisão.

Os advogados de Bolsonaro apresentaram embargos de declaração em 27 de outubro, instrumento jurídico usado para apontar possíveis omissões ou contradições na decisão original.

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou, pela primeira vez, um acordo para devolução de valores cobrados indevidamente em operações de empréstimo consignado. O termo de compromisso, assinado com o Banco BMG, garante a restituição de aproximadamente R$ 7 milhões. Saiba mais!

O Banco Central (BC) informou que ainda existem R$ 10,56 bilhões de dinheiro esquecido nas instituições financeiras. O sistema do BC permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro em bancos, consórcios ou outras instituições. Saiba detalhes!

No documento, a defesa apontou “injustiças”, “erros” e “equívocos” no julgamento. Moraes, no entanto, considerou que os argumentos expressam apenas “inconformismo” com o resultado.

“Não merecem guarida os aclaratórios que, a pretexto de sanar omissões da decisão embargada, reproduzem mero inconformismo com o desfecho do julgamento”, afirmou o ministro.

Segundo Moraes, todas as alegações da defesa — como a validade da delação de Mauro Cid e o suposto cerceamento de defesa — já haviam sido examinadas anteriormente. O ministro ressaltou ainda que ficou “amplamente comprovado” que os atos de 8 de janeiro foram parte de um plano de golpe articulado e liderado por Bolsonaro.




O magistrado destacou que o ex-presidente tinha conhecimento do plano para atacar autoridades e que agiu deliberadamente ao difundir informações falsas sobre o sistema eleitoral, fomentando o caos social.

Moraes também disse ter fundamentado de forma detalhada a dosimetria da pena e afastou qualquer omissão quanto à aplicação dos crimes ou princípios jurídicos questionados.

Além do ex-presidente, Moraes votou contra os recursos apresentados por Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. O único condenado do núcleo 1 que não recorreu foi o tenente-coronel Mauro Cid, cuja delação premiada resultou em pena de dois anos em regime aberto. Ele começou a cumpri-la na segunda-feira (3).

A Primeira Turma do STF é composta por quatro ministros: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino (presidente do colegiado) e Cristiano Zanin. São necessários três votos para formar maioria e decidir pela manutenção ou reversão dos recursos.

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