Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para apurar uma possível quebra de sigilo fiscal de integrantes da Corte e de seus familiares, envolvendo a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Segundo apuração do Poder360, ao menos dois ministros podem ter tido suas informações acessadas de forma indevida, embora a suspeita envolva todos os magistrados. (continua)
Dinheiro esquecido: Os brasileiros têm atualmente R$ 10,025 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras, de acordo com a atualização do SVR (Sistema de Valores a Receber) referente a novembro, divulgada nesta terça-feira. Atenção: o BC não cobra por consulta ou antecipação de valores. Confira!
(segue) Foram oficiadas as autoridades responsáveis pelos sistemas da Receita e do Coaf, solicitando explicações sobre quem acessou os dados de ministros e parentes, com pedidos de logs detalhados de acesso.
Caso as informações recebidas não sejam consideradas suficientes, Moraes poderá determinar perícia nos computadores utilizados para consulta.
As eventuais quebras de sigilo teriam ocorrido sem respaldo legal, e o acesso aos sistemas é restrito a servidores do governo federal que trabalham nesses órgãos, ficando registrado com senhas individuais.
O ministro Moraes, vice-presidente do STF, assumiu o plantão judiciário na segunda-feira (12) e passa a responder interinamente pela presidência da Corte, assinando decisões e despachos de processos urgentes até o fim do recesso, em 31 de janeiro.
A medida ocorre após reportagens recentes divulgarem dados pessoais de ministros ou de familiares. No caso de Moraes, foi divulgado o contrato de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, no valor de R$ 131,3 milhões em três anos, além de detalhes financeiros de seu escritório que podem ter origem em dados sigilosos.
Em relação ao ministro Dias Toffoli, foram publicadas informações sobre operações financeiras familiares acessíveis apenas pelo Coaf ou Receita Federal.
O caso se insere no contexto do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, cujo fundador, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso na mesma data e agora cumpre medidas alternativas com tornozeleira eletrônica.
Toffoli é relator do processo do Master no STF, e Moraes enfrenta situação delicada, pois sua esposa atuou como advogada para o banco. E mais: Ator Henri Castelli sofre convulsão ao vivo e é retirado de ‘BBB’ da Globo. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

