A crise política na França ganhou novos contornos nesta segunda-feira (6). Apenas um dia depois de ser nomeado ministro da Defesa, Bruno Le Maire anunciou que deixará o governo francês. Ele afirmou que a função será assumida temporariamente pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu.
Horas antes, o próprio Lecornu havia apresentado sua renúncia ao cargo de premiê, mas permanecerá de forma interina até que o presidente Emmanuel Macron escolha um substituto.
Em publicação na rede X, Le Maire — que anteriormente comandou o Ministério das Finanças — disse ter aceitado o convite “por um senso de missão” diante dos “desafios geopolíticos”. No entanto, reconheceu que sua nomeação gerou forte reação pública.
“Percebo que minha decisão provocou respostas incompreensíveis, falsas e desproporcionais em algumas pessoas”, escreveu. “Nestas condições, propus ao Presidente da República, no final da manhã, que me retirasse do governo sem demora e transferisse as minhas responsabilidades como Ministro das Forças Armadas para o primeiro-ministro”, acrescentou.
A saída de Le Maire ocorre cerca de 14 horas após Lecornu, então recém-indicado premiê, ter anunciado a formação do novo gabinete, que manteve diversos nomes do governo anterior, liderado por François Bayrou — destituído após enfrentar dificuldades para aprovar o orçamento.
De acordo com analistas, Emmanuel Macron deve nomear um novo primeiro-ministro nos próximos dias, embora também tenha à disposição outras alternativas, como convocar eleições legislativas ou, em último caso, renunciar — medidas consideradas pouco prováveis até o momento.
A imprensa francesa informa que o presidente passou o dia em reuniões no Palácio do Eliseu para definir os próximos passos do governo. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Correio do Povo)

