Lula: ‘tá chegando a hora da onça beber água’

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez ataques ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), durante agenda em Itajaí nesta sexta-feira (26). O petista relacionou a resistência às cotas raciais a posições que, segundo ele, não podem ganhar espaço no país.

Sem mencionar inicialmente o governador pelo nome, Lula afirmou que políticas implementadas por seu governo ampliaram o acesso de negros ao ensino superior e sugeriu que isso desperta resistência em alguns setores.

“Sabe por que muitas vezes algumas pessoas não gostam de nós? Não gostam de nós porque hoje o povo negro está na universidade na mesma proporção que o povo branco. Não gosta de nós por conta da política de cotas”, declarou, sem apresentar evidências da relação entre uma coisa e outra.

Em seguida, o presidente insinuou que há racismo no Estado. “Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”, afirmou. Logo depois acrescentou: “H(….) tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país.”

Lula também questionou a ausência de Jorginho em eventos promovidos pelo governo federal e criticou a falta de aproximação institucional para discutir investimentos em infraestrutura no estado. Em tom duro, o presidente disparou:

“Qual é o tamanho da cabeça desse cidadão? Qual é a qualidade da massa encefálica que ele tem na cabeça? É de se pesquisar, porque um ser humano não pode ser pequeno a ponto de não privilegiar os interesses do povo de Santa Catarina.”

Durante a cerimônia de entrega da Fragata Cunha Moreira, Lula também falou sobre o cenário internacional e afirmou que o Brasil precisa estar preparado diante das incertezas globais. “Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa”, disse.

Ao defender planejamento estratégico para o país, ele afirmou que o objetivo não é promover conflitos, mas fortalecer a capacidade nacional de defesa.

“Nós não queremos brigar com ninguém, não queremos invadir ninguém, não queremos quebrar com ninguém, mas estaremos preparados para defender os nossos oito milhões e meio de quilômetros quadrados. Está cheio de nego maluco no mundo”, afirmou.

 

 

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