O Global Sumud Flotilla, organização responsável pela flotilha com Greta Thunberg e com destino à Faixa de Gaza, informou que os 13 brasileiros detidos em Israel serão deportados para a Jordânia. A decisão, segundo o grupo, foi comunicada oficialmente por autoridades israelenses.
De acordo com nota divulgada na noite desta segunda (6), os brasileiros — entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) — deixarão Israel a pé, cruzando a ponte Allenby, também conhecida como Rei Hussein, que liga o país à Jordânia. Será já nesta terça-feira (7).
“É estimado que nossos participantes cheguem à Jordânia por volta das 12h no horário local [5h em Brasília]. A Embaixada brasileira em Amã já está preparada para recebê-los e prestar todo o auxílio necessário, incluindo uma consulta médica para avaliar o estado de saúde de cada um”, diz o comunicado.
O texto acrescenta que ainda não há informações sobre como será feito o retorno dos brasileiros ao país. Além dos cidadãos do Brasil, também serão deportados pessoas da Argentina, Colômbia, África do Sul e Nova Zelândia.
O grupo afirma, citando informações do Itamaraty, que Israel não permitirá contato ou comunicação com os detidos durante o trajeto entre a prisão de Ktzi’ot e a fronteira com a Jordânia.
O governo brasileiro, por sua vez, informou que representantes da embaixada estarão presentes no local “para qualquer eventualidade”.
Os brasileiros que devem ser deportados são: Thiago Ávila, Luizianne Lins, Bruno Gilga Rocha, Lucas Farias Gusmão, João Aguiar, Mohamad El Kadri, Mariana Conti, Gabrielle Tolotti, Ariadne Telles, Lisiane Proença, Magno Carvalho Costa, Victor Nascimento Peixoto (Mansur Peixoto) e Miguel Viveiros de Castro.
Até o momento, o único integrante já deportado foi Nicolas Calabrese, cidadão argentino-italiano residente no Brasil. Ele chegou ao Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (6), desembarcando no aeroporto do Galeão. (Foto: Instagram; Fonte: CNN)

