Patrick Rocha Maciel, de 21 anos, voltou a ser preso nessa segunda-feira (18), em Copacabana, Zona Sul do Rio, após ser encontrado escondido no forro de uma loja.
Com ele, policiais do 19º BPM apreenderam uma bolsa contendo R$ 768 em dinheiro. Um segundo suspeito de participação também foi detido nas proximidades e levado para a 12ª DP, onde o caso foi registrado.
A prisão ocorre dias depois de Patrick alcançar a marca de 86 anotações criminais. O histórico do jovem chama atenção desde cedo: sua primeira apreensão aconteceu aos 10 anos, por furtar bicicletas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Aos 13, foi flagrado com drogas. Quando completou 18 anos, iniciou uma sequência de prisões por furtos, roubos e porte de arma branca, totalizando pelo menos 20 registros apenas na vida adulta.
Apesar desse extenso histórico, o juiz Rubens Casara, da 43ª Vara Criminal, autorizou sua soltura em decisão recente.
No despacho, o magistrado alegou que “o fato imputado é daqueles cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Não se pode presumir que os acusados retornarão a delinquir, posto que no Estado Democrático de Direito não há espaço para exercício de futurologia”.
Pouco depois dessa decisão, Patrick voltou a ser condenado. No início de agosto, recebeu a quarta sentença, de dois anos e cinco meses em regime semiaberto. Ainda assim, retornou às ruas e, segundo a polícia, voltou a cometer uma série de furtos.
Documentos mostram que ele não teve pai registrado e que a mãe foi investigada por maus-tratos e abandono de incapaz.
Ao longo da vida, chegou a pedir apoio social, incluindo ajuda para emissão de documentos e passagem de volta para casa, sendo encaminhado ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). No entanto, acabou retornando às ruas e reincidindo nos delitos.
Entre os episódios mais recentes, Patrick foi preso após invadir apartamentos, uma farmácia e até uma igreja presbiteriana. Em 2024, poucos dias após ser solto, chegou a ameaçar um homem com um espeto de churrasco durante um assalto em Ipanema.
Agora, novamente atrás das grades, ele amplia seu extenso histórico policial — iniciado ainda na infância e que, até aqui, não encontrou um ponto final. (Fonte: G1)

