Cerca de 3,8 mil empregados de uma das maiores fábricas de processamento de carne da JBS nos Estados Unidos anunciaram que iniciarão uma greve na manhã de segunda-feira (16), na planta da Swift Beef Co., localizada em Greeley, Colorado.
De acordo com o sindicato United Food and Commercial Workers Local 7, que representa os trabalhadores, trata-se da primeira paralisação em um matadouro de carne bovina nos EUA desde a década de 1980.
A decisão pela greve veio após dirigentes sindicais acusarem a JBS USA de retaliação contra funcionários e de outras práticas trabalhistas consideradas injustas durante as negociações contratuais.
Na unidade de Greeley, a empresa teria tentado pressionar os trabalhadores a abandonarem o sindicato em reuniões individuais, afirmou Matt Shechter, conselheiro geral do sindicato.
Kim Cordova, presidente do sindicato, informou que 99% dos trabalhadores aprovaram a greve. Segundo Shechter, não houve negociações formais durante o fim de semana, depois que a empresa negou o pedido do sindicato de negociar no sábado.
O movimento grevista ocorre em um contexto de baixa histórica na população de gado dos Estados Unidos. O inventário de 1º de janeiro contabilizou 86,2 milhões de animais, uma redução de 1% em relação ao ano anterior.
Além disso, a alta nos preços da carne bovina aumenta a tensão econômica no país, levando o governo do presidente Donald Trump a recorrer a acordos comerciais com a Argentina para tentar reduzir os custos dos alimentos, incluindo a carne.
Em comunicado, a JBS USA afirmou que os funcionários que não desejarem participar da greve terão trabalho e receberão pagamento normalmente.
“Nosso objetivo é minimizar o impacto para nossos clientes, nossos parceiros e o mercado em geral, enquanto trabalhamos para uma resolução justa em Greeley”, disse a empresa.
A JBS também garantiu que operaria dois turnos na fábrica nesta segunda-feira e que poderia realocar temporariamente a produção para outras unidades, conforme necessário, mantendo total conformidade com as leis trabalhistas federais e estaduais. E mais: Quantas vezes o Banco Central recebeu o Master, sob Campos Neto e Galípolo. E mais: Quantas vezes o Banco Central recebeu o Master, sob Campos Neto e Galípolo. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução site; edição: IA; Fonte: G1)

