Governo Lula impõe sigilo sobre telegramas envolvendo JBS e irmãos Batista nos EUA

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O governo Lula determinou sigilo de cinco anos sobre dois telegramas diplomáticos enviados pela embaixada brasileira em Washington que tratam da JBS e de seus proprietários, Joesley e Wesley Batista.

A decisão, tomada pelo Ministério das Relações Exteriores, foi oficializada por meio de despacho do ministro de segunda classe Kassius da Silva Pontes, em Brasília.

Segundo informações reveladas inicialmente pela Folha de S.Paulo, Joesley Batista se reuniu com o então presidente Donald Trump para discutir tarifas comerciais impostas aos produtos brasileiros.




Durante o encontro, o empresário defendeu o diálogo entre os dois governos como alternativa para resolver impasses econômicos e sugeriu aproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Além das tarifas sobre a carne, Joesley também abordou o tema da celulose, cuja taxação foi posteriormente reduzida. O encontro antecedeu o gesto de cordialidade de Trump a Lula durante a Assembleia-Geral da ONU, movimento que abriu caminho para negociações bilaterais e para o encontro previsto entre os dois líderes no próximo domingo (26), na Malásia.

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Os telegramas classificados como sigilosos são datados de 14 e 31 de julho. O primeiro contém uma análise sobre investimentos de empresas brasileiras nos EUA, enquanto o segundo registra um relato sobre uma comissão parlamentar temporária voltada às relações econômicas entre os países.




O jornal O Globo teve acesso ao termo de classificação desses documentos, confirmando a medida de sigilo. O texto, no entanto, não apresenta justificativa para a restrição de acesso, limitando-se a mencionar que se trata de “dado classificado”. (Foto: divulgação; Fonte: Folha de SP)

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