O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), movimento que, segundo a companhia, tem como objetivo assegurar a continuidade das atividades e preservar os postos de trabalho.
O processo envolve especificamente a Fictor Holding e a Fictor Invest, buscando renegociar compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões, enquanto as demais empresas do grupo permanecem fora do procedimento.
Nos últimos meses, a companhia enfrentou atrasos nos pagamentos a investidores, atraindo a atenção da CVM. Na semana anterior à formalização do pedido, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 150 milhões, quantia prevista em contratos como garantia para as operadoras de cartões da Fictor Pay.
Em nota oficial, a empresa ressaltou que a recuperação judicial cria “um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico entre credores”, que pode “garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”.
A estratégia contempla o pagamento das dívidas sem deságio e inclui um pedido de tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias, período dedicado à elaboração de um plano de recuperação.
De acordo com a Fictor, problemas de liquidez começaram em novembro passado, após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia apresentado proposta para adquirir o controle do banco, mas a decisão regulatória provocou uma sequência de notícias negativas e especulações que afetaram diretamente a saúde financeira da Fictor Holding e da Fictor Invest. A prisão do fundador do banco, Daniel Vorcaro, também contribuiu para o agravamento da situação.
A companhia destaca que, até então, não havia registro de inadimplência e que já vinha implementando medidas de reestruturação, incluindo redução da estrutura física e do quadro de funcionários, preservando direitos trabalhistas.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em setores como alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e soluções de pagamento. A principal subsidiária industrial, Fictor Alimentos S.A., mantém unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com aproximadamente 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos.
Essas operações não fazem parte do pedido de recuperação judicial e devem prosseguir com contratos e projetos em andamento. E mais: Banco Central muda regras do Pix a partir de hoje (2) para evitar golpes. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Poder360)

