Brasil fica muito atrás de EUA e China na corrida submarina, alerta IISS

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A corrida global por submarinos entrou em um novo patamar, e o Brasil está claramente atrás. Entre 2021 e 2025, a China lançou 79.000 toneladas combinadas de submarinos, superando as 55.500 toneladas lançadas pelos Estados Unidos no mesmo período, segundo dados divulgados em 16 de fevereiro pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

No mesmo intervalo, o Brasil lançou apenas 4.400 toneladas de submarinos convencionais, mostrando uma diferença significativa em escala, ritmo e estratégia.




O IISS destaca que a China atingiu um recorde histórico graças à expansão da sua capacidade industrial naval. Na década anterior, o país havia lançado apenas sete submarinos, mas agora consolidou uma estrutura que supera os Estados Unidos em tonelagem submarina.

Enquanto EUA e China disputam a liderança em submarinos de propulsão nuclear, o Brasil ainda não concluiu nenhum exemplar desse tipo entre 2021 e 2025. O primeiro submarino nuclear brasileiro, Álvaro Alberto, deve ficar pronto apenas em 2035, adiando a previsão anterior de 2029 devido a limitações orçamentárias na defesa.




Em entrevista recente à CNN, o Almirante Alexandre Rabello de Faria, diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, classificou o projeto do submarino nuclear como o mais complexo da história militar do país.

No período analisado pelo IISS, os submarinos lançados pelo Brasil no âmbito do Prosub foram:

Submarino Tonelero, 2.200 toneladas, lançado em 27 de março de 2022

Submarino Almirante Karam, 2.200 toneladas, lançado em 26 de novembro de 2025




A tonelagem considera o deslocamento em imersão, padrão adotado pelo IISS; em superfície, cada equipamento possui cerca de 1.870 toneladas.

O resultado evidencia a distância tecnológica: o Brasil ficou 17,95 vezes atrás da China e 12,5 vezes atrás dos EUA em tonelagem lançada entre 2021 e 2025 — uma média combinada de 15,2 vezes.

Todos os submarinos brasileiros citados são convencionais, movidos a propulsão diesel-elétrica, diferente dos modelos nucleares de EUA e China. Essa tecnologia apresenta limitações:

Autonomia submersa menor

Velocidade sustentada reduzida

Alcance inferior

Limitações elétricas

Maior desgaste tático em patrulhas longas

Na prática, submarinos convencionais precisam emergir com mais frequência, diminuindo sua capacidade de permanência contínua em áreas estratégicas distantes. E mais: Flávio e Tarcísio se encontram e fazem promessa. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Sociedade Militar)

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