O Comissário Europeu da Indústria, Stéphane Séjourné, destacou que, sem uma ‘intervenção estratégica’ da União Europeia (UE), a produção e vendas de automóveis no bloco podem sofrer queda expressiva.
Conforme o comissário, “se não intervirmos, em 10 anos os automóveis produzidos e vendidos na Europa cairão de 13 milhões para 9 milhões”, alerta Séjourné, em entrevista ao jornal italiano La Stampa. Segundo ele, é necessário que a Europa “deixar de ser ingénuo” e adotar políticas industriais mais estruturadas.
Entre as medidas em análise, está a criação de uma nova categoria de pequenos veículos elétricos acessíveis, com o objetivo de conter a concorrência das montadoras chinesas e revitalizar o mercado interno europeu (continua)
O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que um lote extra do abono salarial PIS/Pasep será liberado neste sábado (15), contemplando 152,4 mil trabalhadores que ainda não realizaram o saque neste ano. Saiba mais!
(segue) Este plano deverá ser apresentado oficialmente em 10 de dezembro, como parte de uma estratégia mais ampla para reforçar a competitividade industrial do bloco. A revisão antecipada das metas de emissões, originalmente prevista para o próximo ano, também faz parte do esforço de adaptação às demandas da indústria automotiva.
Séjourné alertou ainda para a crescente presença de marcas chinesas no mercado europeu, que, mesmo produzindo localmente, continuam a utilizar componentes e know-how provenientes da China.
“Está a acontecer em Espanha e na Hungria, e isso não é aceitável”, afirmou, deixando implícita a possibilidade de medidas de controle sobre tais investimentos. O comissário reconheceu que, embora tarifas possam gerar tensões comerciais, será necessário estabelecer regras que garantam equidade e condições adequadas para investidores estrangeiros.
Outro ponto destacado por Séjourné é a dependência da China na extração e refinação de matérias-primas críticas, como terras raras, essenciais à indústria automóvel.
Segundo ele, alternativas podem ser exploradas em países como Brasil, Canadá e diversas nações africanas, além de investimentos em reciclagem e exploração local dentro da própria Europa.
O fortalecimento do setor automotivo tornou-se prioridade da Comissão Europeia, diante das dificuldades apontadas pelos construtores para cumprir a meta de 2035 sem comprometer empregos e investimentos.
Segundo o comissário, a discussão sobre a competitividade industrial europeia deve intensificar-se até o final do ano, refletindo a urgência de políticas estratégicas diante do avanço da China no mercado global. (Foto: divulgação; Fonte: Jornal Razão)

