O interesse de brasileiros por ‘oportunidades’ no exterior tem chamado atenção das autoridades. Mas alguns podem ser ‘perigosos’ e um caminho sem volta.
Assim, a embaixada do Brasil em Moscou publicou um comunicado sobre o alistamento voluntário de brasileiros em Exércitos de outros países, destacando o crescimento de casos em que cidadãos morreram em conflitos ou enfrentam dificuldades para romper contratos com forças armadas estrangeiras.
Conforme a publicação, o Ministério das Relações Exteriores recomendou “fortemente” que propostas de trabalho para fins militares sejam recusadas, explicando que a ajuda consular pode ser limitada. (continua)
O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que um lote extra do abono salarial PIS/Pasep será liberado neste sábado (15), contemplando 152,4 mil trabalhadores que ainda não realizaram o saque neste ano. Saiba mais!
(segue) “A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os voluntários e as Forças Armadas de terceiros países”, enfatizou a embaixada brasileira, alertando para os riscos envolvidos.
Até o momento, segundo o Itamaraty, 15 brasileiros morreram e 26 estão desaparecidos na guerra entre Rússia e Ucrânia, conflito que começou em fevereiro de 2022.
O caso do brasileiro Anderson de Oliveira Ferreira exemplifica o perigo. Em agosto de 2025, a CNN teve acesso ao contrato do jovem que lutava pelo Exército russo, mas desapareceu.
De acordo com a mãe, o último contato de Ferreira foi em 29 de junho, e ele teria viajado à Rússia em fevereiro, alegando que trabalharia como segurança particular.
Entretanto, o documento do contrato indicava a obrigação de “cumprir o serviço militar”, sem deixar claro se ele foi enganado por uma oferta falsa ou se decidiu se alistar voluntariamente sem informar a família.
O Itamaraty reforça que brasileiros devem avaliar cuidadosamente qualquer proposta de emprego ou alistamento militar no exterior, pois os contratos podem limitar significativamente a atuação consular e expor os cidadãos a riscos graves em zonas de conflito. (Foto: Tass; Fonte: CNN)

