EUA oferecem até US$ 465 mi para projeto de terras raras no Estado de Goiás

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A produtora brasileira de terras-raras Serra Verde assegurou um financiamento de até US$ 465 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), órgão do governo americano voltado a apoiar projetos estratégicos em países emergentes.

O objetivo é impulsionar as operações da mina Pela Ema, localizada em Goiás, e fortalecer a cadeia global de fornecimento de minerais essenciais à tecnologia e à transição energética.

De acordo com um documento publicado em 15 de agosto no site da DFC, o aporte será utilizado para financiar melhorias na mina, cobrir despesas operacionais e refinanciar dívidas da companhia. (continua)

Os brasileiros recuperaram R$ 455,68 milhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro apenas em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC). Ainda restem R$ 9,73 bilhões disponíveis para saque. Saiba mais!




A iniciativa integra o esforço das nações ocidentais em reduzir a dependência da China na produção e no fornecimento de elementos críticos como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, fundamentais para equipamentos militares, veículos elétricos e turbinas eólicas.

A DFC foi criada durante o primeiro mandato do ex-presidente Donald Trump, com a missão de apoiar investimentos que estejam alinhados aos interesses estratégicos dos Estados Unidos. No contexto atual, o Brasil desponta como um parceiro-chave, por abrigar as maiores reservas de terras-raras fora da China.

A Serra Verde, apoiada pelos fundos Denham Capital, Vision Blue Resources e Energy and Minerals Group, tornou-se a primeira produtora em larga escala de terras-raras no Brasil.




A empresa iniciou a produção comercial em 2024 e planeja ampliar sua capacidade para entre 4.800 e 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras-raras até o início de 2027.

Em nota, a companhia informou que o projeto ainda está em processo de avaliação: “Este projeto ainda está passando por diversas etapas e revisões antes de ser concluído. Como esses detalhes ainda não foram finalizados, preferimos aguardar para comentar até que a transação esteja totalmente concluída e possamos fornecer informações precisas”, disse um porta-voz da Serra Verde.

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O financiamento faz parte de uma estratégia mais ampla da DFC para diversificar fontes globais de minerais estratégicos.




Em setembro, a Aclara Resources — empresa que também atua no setor de terras-raras — obteve recursos da DFC para um projeto no Centro-Oeste brasileiro, com possibilidade de conversão do investimento em participação acionária no futuro. (Foto: PixaBay; Fonte:  O Globo; CNN)

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