A equipe médica responsável pelo tratamento de Jair Bolsonaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal documentos detalhados sobre o estado de saúde do ex-presidente.
O material foi enviado na quinta-feira (19) ao gabinete de Alexandre de Moraes e inclui prontuário, exames de imagem do pulmão e um relatório clínico.
De acordo com os registros, Bolsonaro apresentou “injúria renal aguda” durante o tratamento e precisou do uso de três tipos de antibióticos até que a infecção fosse controlada.
Ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana.
A solicitação das informações partiu de Moraes, que analisa um novo pedido da defesa para que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar.
O magistrado requisitou detalhes sobre exames realizados, medicamentos administrados e o quadro geral do paciente, sem, no entanto, questionar diretamente o nível de risco atual ou as necessidades específicas de cuidados.
Segundo os médicos, Bolsonaro ainda demanda acompanhamento contínuo para evitar novos episódios de broncoaspiração — condição que motivou a internação.
A equipe também aponta que o tratamento intravenoso com antibióticos deve se estender até, pelo menos, o dia 27, completando duas semanas.
Apesar das complicações recentes, o relatório indica evolução positiva: o ex-presidente está consciente, em condição estável e não necessita de suporte respiratório.
Ele permanece em uma ala intermediária da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. O documento também menciona o histórico de saúde, incluindo hipertensão, cirurgias abdominais anteriores, crises recorrentes de soluços e uso contínuo de medicamentos.
Nos bastidores, aliados articulam para viabilizar a transferência de Bolsonaro para o regime domiciliar.
A expectativa entre apoiadores é de que pressões internas e o desgaste institucional diante de investigações recentes influenciem a decisão de Moraes. E mais: Luxemburgo é internado em UTI no Tocantins. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: O Globo)

