O delegado da Polícia Federal Fábio Shor, conhecido por liderar investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi designado nesta terça-feira (10) para atuar como assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A nomeação foi oficializada pelo presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, e publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União.
Shor ficou à frente do inquérito que investigou uma suposta ‘tentativa de golpe de Estado’ após as eleições presidenciais. O trabalho conduzido pela Polícia Federal serviu de base para a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e posteriormente contribuiu para a condenação de Bolsonaro, que recebeu pena de 27 anos de prisão.
Por causa de sua atuação no caso, o delegado passou a ser alvo frequente de críticas e ataques de apoiadores do ex-presidente nas redes sociais. Entre os críticos esteve Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal e filho do ex-chefe do Executivo.
Além da investigação sobre a suposta ‘trama golpista’, Shor também conduziu apurações relacionadas a uma suposta ‘fuga’ para os Estados Unidos do ex-assessor da Presidência Filipe Martins, ocorrida no fim do governo Bolsonaro.
Em outubro de 2025, a U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de alfândega e proteção de fronteiras dos Estados Unidos, informou que Martins não ingressou no país na data indicada pela Polícia Federal.
Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, decretou a prisão preventiva do ex-assessor com base nessa informação.
Diante da controvérsia, Shor solicitou a abertura de uma nova investigação para apurar se o próprio Filipe G. Martins teria inserido dados incorretos ou simulado um registro de entrada em território norte-americano com o suposta objetivo de 1enfraquecer as provas’ reunidas nas apurações conduzidas pelo Supremo. E mais: Detalhe em nota pública coloca Moraes na mira da CPMI. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Poder360)

