Justiça italiana toma decisão final sobre prisão de Carla Zambelli

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Em meio ao delicado processo de cooperação judicial entre Brasil e Itália, o caso da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) permanece no centro das atenções. A situação da parlamentar, detida há mais de dois meses em território europeu, é acompanhada de perto por autoridades dos dois países e por juristas que avaliam os desdobramentos da decisão italiana sobre sua extradição.

Mas nesta terça-feira (7), a Corte de Cassação da Itália — a mais alta instância do Judiciário no país — negou o recurso apresentado pela defesa da deputada. Com isso, Zambelli continua presa em regime fechado, na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, onde está desde 29 de julho.

Os magistrados mantiveram a decisão anterior da Corte de Apelação de Roma, que em agosto rejeitou o pedido de liberdade provisória ou prisão domiciliar, alegando a existência de “fortes indícios de risco de fuga”. Segundo especialistas ouvidos pelo portal UOL, o processo de extradição pode se arrastar por mais de um ano.

Giuseppe Bellomo, um dos advogados que representa Zambelli, afirmou que os recursos para contestar a medida cautelar se esgotaram, mas não descartou novas ações “em casos excepcionais”.

De acordo com ele, a defesa poderia reapresentar um pedido de liberdade provisória se surgirem fatos novos, como a impossibilidade de manter as despesas relacionadas à prisão.

A deputada viajou para a Itália em julho, pouco depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão. A decisão, unânime entre os cinco ministros da Primeira Turma, envolveu o caso da invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Com a negativa da Corte de Cassação, Zambelli seguirá detida enquanto o governo brasileiro conduz as etapas formais do pedido de extradição. O caso deve continuar gerando repercussão política e jurídica nos próximos meses, especialmente por envolver uma parlamentar em exercício condenada em decisão definitiva pelo STF.

 

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