Quanto custa viver em São Paulo? Um estudo revelou

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Morar em São Paulo exige um orçamento elevado. Um levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Serasa revela que o custo médio mensal para viver no estado chega a R$ 4.270 — o equivalente a 2,6 salários mínimos. O valor está bem acima da média nacional, estimada em R$ 3.520.

A pesquisa foi realizada em parceria com a Opinion Box e levou em conta despesas com moradia, contas recorrentes, alimentação, transporte, saúde, educação, lazer, compras e cuidados pessoais.

Os dados mostram que o peso das despesas fixas tem dificultado o controle financeiro das famílias: apenas 19% dos entrevistados afirmam achar fácil administrar os gastos do dia a dia. (continua)

Dinheiro esquecido: os brasileiros têm atualmente R$ 10,025 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras, de acordo com a atualização do SVR (Sistema de Valores a Receber). Veja mais AQUI.




(segue) Os custos considerados essenciais são os que mais pressionam o orçamento. Segundo o estudo, 57% das despesas mensais estão concentradas em supermercado, moradia e contas recorrentes, reduzindo a margem para imprevistos ou ajustes financeiros.

“Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos. Isso torna o planejamento financeiro ainda mais necessário, já que essas contas não podem ser adiadas e gastos emergenciais podem levar ao endividamento”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

No caso das compras de supermercado, o gasto médio mensal no Brasil é de R$ 930.
O valor sobe para R$ 1.110 na Região Sul;
cai para R$ 780 no Nordeste.
Em São Paulo, a despesa mensal com alimentação chega a R$ 1.070, uma das mais altas do país.

As contas recorrentes — como água, energia elétrica, internet e serviços de streaming — também apresentam variações regionais. A média nacional é de R$ 520 por mês, alcançando R$ 590 no Centro-Oeste e recuando para R$ 420 no Nordeste. Entre os paulistas, esse gasto fica em torno de R$ 560 mensais.

A maior diferença, no entanto, aparece nos custos com moradia. Enquanto a média brasileira é de R$ 1.100 por mês, em São Paulo o valor sobe para R$ 1.310.

A categoria inclui despesas com aluguel, condomínio ou financiamento imobiliário. No Nordeste, o custo médio é significativamente menor, em torno de R$ 800.

“As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local. Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível”, diz Vieira.

Outros gastos também pesam no orçamento. As despesas com transporte e mobilidade somam, em média, R$ 350 por mês no Brasil, chegando a R$ 410 no Sul e caindo para R$ 270 no Nordeste.

Já os gastos com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540, com as maiores cifras registradas nas regiões Sul e Sudeste. Em São Paulo, os valores chegam a R$ 410 e R$ 610, respectivamente.

Apesar do custo elevado, mudar de cidade ainda não é uma alternativa considerada pela maioria dos brasileiros. Apenas um em cada dez entrevistados afirmou planejar uma mudança em 2026 com o objetivo de reduzir despesas.

“Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica. A média de gastos dos brasileiros ainda é maior que o salário-mínimo projetado e isso mostra o quanto é preciso se planejar financeiramente, anotar os gastos e cuidar do orçamento para que seja possível fechar as contas sem cair em dívidas”, conclui a especialista. (Foto: PixaBy; Fonte: InfoMoney)

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