O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado nesta terça-feira (14) pelo senador Alessandro Vieira, solicita o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República.
O documento será submetido à votação ainda nesta terça, marcando o encerramento das atividades do colegiado.
Entre os nomes citados estão os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet.
O relatório atribui a Toffoli e Moraes a conduta de proferir decisões em situações em que seriam considerados suspeitos, além de apontar, no caso de ambos, possível incompatibilidade com os princípios de honra e decoro do cargo.
Já em relação a Gilmar Mendes, o texto menciona atuação em julgamento sob condição de suspeição. Quanto a Gonet, a acusação é de “desídia” no exercício de suas funções.
O senador Alessandro Vieira afirma que a CPI enfrentou limitações ao longo dos trabalhos, citando dificuldades estruturais e entraves políticos.
Segundo ele, houve “flagrante limitação de recursos, agravada pelas enormes barreiras políticas e institucionais”, especialmente quando as investigações avançaram sobre autoridades de alto escalão.
O parlamentar também defende que os ministros mencionados se declarem impedidos de atuar em processos ligados ao chamado caso Banco Master no STF.
Apontado como um dos principais eixos do relatório, o caso Master é descrito como complexo e ainda em investigação. O documento sugere que o tema seja aprofundado em uma nova CPI e destaca que já há apurações em andamento conduzidas pela Polícia Federal.
Além das acusações, o relatório traça um diagnóstico preocupante sobre o avanço do crime organizado no país. Segundo o texto, cerca de 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas sob influência de organizações criminosas.
A integração entre crimes violentos e financeiros é apontada como fator central para o fortalecimento dessas estruturas.
Como resposta, o parecer propõe um conjunto de medidas legislativas, incluindo o endurecimento das penas para lavagem de dinheiro, ampliação de mecanismos de bloqueio de bens, aumento da transparência sobre beneficiários finais e regulamentação da atividade de lobby.
Entre as sugestões, também está a criação de um Ministério da Segurança Pública.
Com mais de 200 páginas, o relatório consolida 120 dias de trabalho da CPI, que realizou 18 reuniões, analisou 134 documentos e recebeu 312 requerimentos.
O foco da comissão foi investigar a atuação, a organização e a expansão de grupos criminosos no Brasil. E mais: O mais emocionante testemunho de Fé que você vai ver hoje. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Poder360)
🚨AGORA – Senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, indicia Moraes, Toffoli e Gonet
"Essa é uma escolha técnica. O crime de responsabilidade só pode ser processado, investigado e julgado pelo próprio Senado” pic.twitter.com/E60bLt6eE1
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 14, 2026

