Campanha de Flávio define slogan e estratégia de campanha

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A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) começou a adotar uma nova identidade de comunicação para a disputa eleitoral deste ano. Sob comando do marqueteiro Duda Lima, que passou a integrar a equipe há 11 dias, a candidatura definiu “O Brasil vai vencer” como novo slogan.

A frase deverá aparecer nas diferentes peças publicitárias e materiais institucionais produzidos durante a campanha. A ideia é criar uma mensagem curta, de fácil memorização e que associe diretamente o candidato a uma perspectiva de vitória.

A identidade visual desenvolvida pela equipe também busca estabelecer uma ligação entre o nome do candidato e o conceito utilizado na campanha. Segundo Duda Lima, a marca explora o formato da letra “V”, presente no nome Flávio, transformando o caractere em um dos principais elementos gráficos da comunicação. Veja imagem ao fim da reportagem.

O verde e o amarelo também ganharam destaque na composição. As cores são utilizadas para reforçar a associação da candidatura com símbolos da identidade nacional e deverão estar presentes nos diferentes formatos de propaganda.

A nova marca, portanto, combina três elementos centrais: a letra “V”, as cores verde e amarelo e o slogan “O Brasil vai vencer”. A estratégia deverá ser reproduzida nas plataformas digitais, peças publicitárias e demais materiais eleitorais.

Paralelamente à construção da identidade visual, a equipe de marketing trabalha em uma narrativa de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O discurso preparado para a campanha explora principalmente questões relacionadas à renda, ao poder de compra e à segurança.

Uma das estratégias é transformar problemas econômicos mais amplos em situações reconhecíveis no cotidiano. Entre os exemplos utilizados pelo material estão alterações na quantidade de produtos comercializados em determinadas embalagens, como ovos e papel higiênico.

A campanha pretende utilizar esses exemplos para representar uma percepção de perda do poder de compra. A ideia é relacionar inflação e renda a situações observadas diretamente pelos consumidores no dia a dia.

O material também utiliza uma linguagem mais contundente contra Lula. Em uma das peças internas que circulam no Partido Liberal (PL), o presidente é chamado de “caloteiro da esperança”.

A expressão é empregada para sustentar uma narrativa de frustração: segundo a estratégia, parte dos eleitores teria criado determinadas expectativas durante o processo eleitoral e posteriormente se deparado com dificuldades econômicas e sociais.

Segurança também aparece como um dos eixos da comunicação. O conteúdo preparado pela equipe procura explorar sentimentos como o receio de sofrer um assalto e o medo de enfrentar dificuldades financeiras, incluindo a possibilidade de ter o nome negativado.

Com isso, a campanha tenta unir economia e segurança em uma mesma narrativa de insatisfação com a atual administração federal.

Outro aspecto da estratégia chama atenção pela forma como o candidato é identificado nos materiais que circulam internamente no PL. Nas peças, o nome utilizado é apenas “Flávio”, sem a inclusão do sobrenome Bolsonaro.

A escolha reforça a tentativa de construir uma apresentação mais pessoal do candidato e também se conecta ao conceito gráfico baseado na letra “V” de Flávio.

O slogan funciona, nesse contexto, como contraponto à mensagem negativa direcionada ao governo Lula. Enquanto as peças de crítica exploram temas como perda de renda, insegurança e frustração, “O Brasil vai vencer” procura apresentar a candidatura como uma alternativa para o futuro.

A estratégia definida por Duda Lima deverá orientar a comunicação de Flávio Bolsonaro ao longo da campanha presidencial, combinando uma marca visual de fácil identificação com uma narrativa política centrada em economia, segurança e oposição ao governo federal. E mais: Nikolas Ferreira se manifesta sobre aumento do patrimônio. Clique AQUI para ver. (Fotos: divulgação; Fonte: BNews RN)

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