O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), deu início a uma ofensiva política e social para influenciar o debate sobre o fim da escala 6×1 no mercado de trabalho brasileiro.
A estratégia passa pela organização de assembleias de trabalhadores em todos os estados, com o objetivo de criar pressão popular sobre o Congresso Nacional pela aprovação da proposta.
O tema foi alçado à condição de prioridade por Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende transformar a mudança na jornada de trabalho em uma das principais bandeiras do governo e do projeto eleitoral para 2026.
Nos bastidores do Planalto, a avaliação é de que o apoio popular pode ser decisivo para superar resistências no Legislativo, especialmente de setores empresariais contrários à medida.
Enquanto a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), concentra esforços nas articulações políticas junto a deputados e senadores, Boulos ficou responsável por liderar a mobilização social.
A missão de Boulos é dialogar diretamente com categorias profissionais e sindicatos, buscando engajamento e apoio público à proposta.
Nesta semana, Boulos participou de uma assembleia com trabalhadores da metalúrgica Delga (foto da reportagem), em Diadema, na Grande São Paulo. A agenda segue nos próximos dias com reuniões com comerciários da região metropolitana da capital paulista.
Segundo interlocutores do governo, após essa etapa inicial, o ministro deve percorrer diferentes regiões do país para ampliar a mobilização.
Além das assembleias, a Secretaria-Geral da Presidência também planeja visitas a empresas que já adotam a jornada 5×2. A intenção, de acordo com Boulos, é demonstrar que a redução da escala semanal é viável do ponto de vista produtivo e econômico, rebatendo argumentos contrários à proposta.
O governo aposta que a combinação entre pressão social organizada e articulação política no Congresso pode acelerar a tramitação do projeto e aprovar o tema. E mais: Quais empresas adquirem a Azul após plano de recuperação judicial. Clique AQUI para ver. (Foto: Secretaria de Governo; Fonte: Mônica Bergamo, da Folha de SP)

