As companhias aéreas norte-americanas American Airlines e United Airlines passarão a deter, cada uma, cerca de 8% do capital da Azul Linhas Aéreas, conforme comunicado divulgado nesta terça-feira pela empresa brasileira.
Os investimentos fazem parte do plano de recuperação judicial da companhia e somam US$ 200 milhões, sendo US$ 100 milhões aportados por cada grupo estrangeiro.
No caso da American Airlines, o acordo ainda depende do aval do Cade, órgão responsável por analisar impactos concorrenciais no mercado brasileiro.
Já a United, parceira histórica da Azul há mais de uma década, concluiu sua participação por meio de uma oferta pública de ações, elevando sua fatia acionária para aproximadamente 8% do total.
Com a nova configuração societária, as duas companhias passam a ser classificadas como “acionistas de referência”. Apesar disso, o plano de recuperação judicial aprovado pela Justiça dos Estados Unidos não concede automaticamente às empresas o direito de indicar representantes ao conselho de administração da Azul.
A forma de investimento adotada pelas aéreas, no entanto, foi distinta. Enquanto a United realizou seu aporte diretamente via mercado acionário, a American optou pela subscrição de warrants, instrumentos que concedem o direito — mas não a obrigação — de adquirir ações da companhia a um preço previamente estabelecido em uma data futura.
Além do reforço financeiro, o acordo também amplia a cooperação comercial entre as empresas. A Azul, que já mantém parceria de compartilhamento de voos com a United, deve firmar um acordo semelhante com a American Airlines.
A saída da recuperação judicial, conhecida como Chapter 11 nos Estados Unidos, foi anunciada na última sexta-feira (20). De acordo com a Azul, o processo levou cerca de nove meses para ser concluído e resultou em uma redução de aproximadamente US$ 1,1 bilhão em dívidas relacionadas a empréstimos e financiamentos.
A companhia também informou que encerrou o processo com US$ 850 milhões em novos investimentos. E mais: Governo Lula muda órgão criado por Bolsonaro e reduz poder dos Militares. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: UOL)

