O ministro Luís Roberto Barroso comunicou nesta quinta-feira (9) que deixará o cargo no Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias. O anúncio foi feito ao final da sessão plenária, em um momento marcado pela emoção. Chorando, Barroso foi aplaudido de pé pelos colegas enquanto fazia seu discurso de despedida.
“Essa é a última sessão do plenário de que participo”, declarou. “Deixo o tribunal com coração apertado. Não carrego comigo nenhuma tristeza, nenhuma mágoa ou ressentimento.”
Nomeado em junho de 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), Barroso agradeceu à ex-chefe do Executivo durante o pronunciamento. “Sou grato à presidente Dilma Rousseff, que me indicou da forma mais republicana possível”, afirmou.
Formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em 1980, Barroso foi procurador de Justiça no Rio de Janeiro por quase três décadas antes de chegar ao Supremo. Ele explicou que ficará na Corte por mais alguns dias, para concluir processos e devolver pedidos de vista. “Há cerca de dois anos, comuniquei ao presidente da República essa possível intenção”, disse.
Barroso poderia permanecer no tribunal até 2033, quando completará 75 anos, idade máxima para a aposentadoria compulsória. No entanto, ele já havia dado sinais de que se preparava para sair. Em um evento na Bahia, na segunda-feira (6), afirmou que “é preciso saber a hora de sair”. Em entrevista recente, havia dito que deixar o STF era uma “possibilidade, mas não certeza”.
Após encerrar sua gestão como presidente do Supremo, em setembro, Barroso revelou que deseja se dedicar à vida acadêmica. Ele recebeu convites para dar aulas em universidades dos Estados Unidos e da França, embora tenha enfrentado dificuldades relacionadas ao visto americano.
Natural de Vassouras (RJ), Barroso é professor titular de Direito Constitucional na Uerj e possui mestrado pela Universidade de Yale, doutorado pela Uerj e pós-doutorado pela Universidade de Harvard. Na trajetória acadêmica, também lecionou como professor visitante nas universidades de Poitiers (França), Breslávia (Polônia) e na UnB, em Brasília. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: UOL; STF)
E mais – Finanças
O Banco Central informou que R$ 10,69 bilhões em ‘dinheiro esquecido’ ainda estão disponíveis para restituição a brasileiros e empresas, sendo R$ 8,08 bilhões de pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões de pessoas jurídicas. Ao todo, 48 milhões de cidadãos e 4,6 milhões de empresas têm valores a receber. Clique AQUI para ver.
O Itaú Unibanco apresentou uma proposta de compensação aos mais de mil funcionários desligados em setembro, que atuavam em home office ou regime híbrido. Clique AQUI para ver.

