A acusação de Filipe Martins contra o delegado da PF

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Réu no processo da suposta ‘trama golpista’ em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-assessor da Presidência Filipe Martins enviou uma manifestação a Alexandre de Moraes na qual acusa o delegado da Polícia Federal Fábio Shor de usar o inquérito como “instrumento de defesa pessoal diante de erros investigativos já expostos internacionalmente”.

Segundo os advogados Ricardo Scheiffer Fernandes e Jeffrey Chiquini, que representam Martins, o documento de Shor “não é um relatório técnico, mas uma tentativa de reescrever a história para justificar a prisão ilegal e abusiva de um inocente”.

O ex-assessor ficou preso por seis meses em 2023 por determinação de Moraes, sob suspeita de ter deixado o país com Jair Bolsonaro rumo aos Estados Unidos no fim de 2022 — o que ele nega.

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou, pela primeira vez, um acordo para devolução de valores cobrados indevidamente em operações de empréstimo consignado. O termo de compromisso, assinado com o Banco BMG, garante a restituição de aproximadamente R$ 7 milhões. Saiba mais!

O Banco Central (BC) informou que ainda existem R$ 10,56 bilhões de dinheiro esquecido nas instituições financeiras. O sistema do BC permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro em bancos, consórcios ou outras instituições. Saiba detalhes!

A defesa apresentou provas como bilhetes de passagem, recibos de transporte por aplicativo e dados de geolocalização que indicam que Martins permaneceu no Brasil.

Em outubro, ele obteve apoio de uma auditoria do serviço de imigração americano (CBP), que concluiu que o suposto registro de entrada nos EUA havia sido fraudado.




Mesmo assim, Shor sustentou que Martins teria manipulado as autoridades americanas. Os advogados classificaram essa tese como uma “fantasia delirante e juridicamente impossível” e anexaram ao processo cópias autenticadas dos passaportes do ex-assessor, sem qualquer registro de saída ou entrada internacional na data indicada pela PF.

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A defesa também criticou o delegado por, supostamente, tentar censurar questionamentos feitos nas redes sociais. “Trata-se de uma proposta inédita e autoritária de abrir um novo inquérito para investigar advogados, jornalistas e cidadãos que questionaram sua conduta, em flagrante violação à liberdade de expressão e às prerrogativas da advocacia”, afirmam os advogados.

Filipe Martins é acusado de ter colaborado na elaboração da “minuta do golpe”, o que nega. A defesa solicitou ainda que as informações sobre o caso sejam encaminhadas à Corregedoria da Polícia Federal para apurar a conduta de Shor. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

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