Saiba o que Flávio falará nos EUA em defesa das empresas brasileiras

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Na audiência pública promovida pelo governo dos Estados Unidos para debater a possível aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro deve adotar uma linha de defesa focada em separar eventuais responsabilidades individuais de impactos econômicos mais amplos.

A estratégia inclui a menção a Lula e a defesa de que eventuais sanções não recaiam sobre o conjunto da economia nacional.

Segundo o empresário Paulo Figueiredo, em entrevista à Folha de SP, sua intervenção no encontro deve sustentar que qualquer medida restritiva deveria ser direcionada aos “responsáveis pelas práticas investigadas”, evitando prejuízos generalizados a exportadores brasileiros, importadores norte-americanos e consumidores de ambos os países.

A proposta de tarifas é analisada pelo Office of the United States Trade Representative (USTR), que aponta possíveis distorções competitivas envolvendo o Brasil.

Entre os argumentos apresentados pelo governo dos EUA estão críticas ao sistema de pagamentos instantâneos Pix, acusações de remoções de conteúdo em plataformas digitais americanas e alegações de insuficiência no combate à corrupção.

A audiência integra uma consulta pública aberta pelo USTR antes da decisão final sobre a imposição das tarifas, com nova sessão marcada para 6 de julho. O governo brasileiro, por sua vez, não deve enviar representantes para o debate.

Aliados de Flávio indicam que ele pretende contestar parte das acusações ao sustentar que decisões relacionadas à moderação de conteúdo em redes sociais não derivam de leis aprovadas pelo Congresso, mas sim de determinações judiciais.

Nesse contexto, o senador deve argumentar que medidas como remoção de conteúdos e bloqueio de perfis teriam sido tomadas fora do processo legislativo formal. Em uma das declarações atribuídas à sua equipe, está a seguinte formulação:

“Ele vai argumentar tecnicamente que a censura e as ordens secretas foram impostas à margem da lei pelo Judiciário e decretos do Lula, apesar da objeção do Congresso, que nunca passou legislação alguma nessa direção”, diz.

Entre os exemplos citados no entorno da discussão, estariam pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal que aguardam análise no Senado.

A preparação do material apresentado por Flávio, segundo interlocutores, vem sendo desenvolvida há semanas e reúne dezenas de páginas de análises técnicas. O parlamentar terá apenas cinco minutos para expor sua posição durante a audiência.

Outro ponto central da manifestação será a defesa do Pix. A avaliação da equipe é de que o sistema criado pelo Banco Central do Brasil trouxe ganhos para consumidores e empresas, incluindo companhias estrangeiras que operam no país.

No discurso, Flávio também deve rebater a interpretação de que o Pix poderia ser enquadrado como prática distorciva no comércio internacional, afirmando que o mecanismo não prejudica investidores estrangeiros e não deveria ser objeto de negociação comercial.

Nas redes sociais, o Senador diz que Lula joga contra o Brasil pois não se inscreveu para defender o país contra as tarifas dos EUA. “Enquanto Lula joga contra o Brasil, eu vou defender os interesses do nosso país”. E mais: Flávio Bolsonaro volta aos Estados Unidos. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Folha de SP)

 

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