O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pediu diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não fossem impostas tarifas sobre empresas brasileiras. Segundo o parlamentar, a solicitação foi feita durante encontro realizado na semana passada na Casa Branca, em Washington, em meio às discussões sobre novas barreiras comerciais contra produtos do Brasil.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (3), Flávio disse ter defendido os interesses do setor produtivo nacional e argumentado que uma eventual mudança de governo em 2027 poderia fortalecer a relação entre os dois países.
“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas. Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual”, declarou.
De acordo com o senador, um futuro governo alinhado politicamente aos Estados Unidos poderia ampliar a cooperação bilateral em áreas estratégicas, incluindo agronegócio, tecnologia, sistema de pagamentos Pix e produção de etanol.
Flávio voltou ao tema nesta quarta-feira (3), durante agenda em Minas Gerais, quando afirmou esperar que o governo americano atenda ao pedido feito por ele e evite a aplicação das tarifas propostas contra produtos brasileiros.
“Essa taxa, essa tarifa, é do Lula. É por causa do seu comportamento de agressão aos Estados Unidos que as empresas brasileiras podem acabar sendo penalizadas. E, mais uma vez, eu enviei uma carta para o governo americano pedindo que não houvesse mais essa tarifação. Vamos aguardar que ele atenda ao meu anseio”, disse.
As declarações ocorrem após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que propõe uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, com exceções previstas para determinados produtos enquadrados em regras de segurança nacional.
Em carta encaminhada ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, Flávio pediu que as empresas brasileiras fossem poupadas das medidas e afirmou que, a partir de janeiro de 2027, “o Brasil terá um presidente da República que vai sentar na mesa e negociar de igual para igual com o presidente dos Estados Unidos”.
No documento, o parlamentar também sustenta que o Brasil enfrenta uma “grave deterioração fiscal e econômica” e argumenta que a imposição de tarifas poderá provocar prejuízos à população brasileira.
Flávio voltou a responsabilizar o petista pela possibilidade de novas sanções comerciais. Segundo ele, o governo americano teria motivos para reagir à postura adotada pelo atual governo brasileiro. E mais: Supercomputador aponta o vencedor da Copa do Mundo. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: CNN; O Globo)

