A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) e juíza do Trabalho aposentada, Cláudia Márcia de Carvalho Soares, recebeu R$ 709 mil em salário líquido ao longo do ano passado. A informação é da CNN
O valor chama atenção após declarações feitas por ela em defesa dos chamados ‘penduricalhos’ no Judiciário, quando afirmou que desembargadores “mal têm um lanche”.
Cláudia é magistrada aposentada do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). As informações constam no Painel de Remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e são de acesso público.
Os dados indicam ainda que ela é isenta do pagamento de Imposto de Renda, benefício geralmente concedido a contribuintes com diagnóstico de doenças graves.
O maior valor mensal foi registrado em dezembro, quando a juíza aposentada recebeu cerca de R$ 128 mil líquidos. O montante reforça o contraste com as críticas feitas por ela durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a legalidade das verbas adicionais pagas a membros do Judiciário.
Na ocasião, Cláudia classificou como insuficientes os benefícios concedidos aos magistrados. “Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café”, afirmou durante a primeira sessão de análise das liminares sobre a suspensão dos penduricalhos no serviço público.
Em seguida, completou: “Desembargador também tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche”. Veja a seguir!
Juíza defende penduricalhos: “Desembargador mal tem um lanche”; assista #CNN360º pic.twitter.com/wY1hdpYZRb
— CNN Brasil (@CNNBrasil) February 26, 2026
O STF avalia se mantém as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que determinaram a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias não previstas em lei.
Esses adicionais vêm sendo usados para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19.
O julgamento teve início na quarta-feira (25), mas ainda não houve apresentação de votos. A sessão foi destinada às sustentações orais de associações e entidades interessadas no tema. A expectativa é de que os ministros se posicionem na retomada da análise.
Ao abrir os trabalhos, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o pagamento de valores acima do teto constitucional é uma questão “tormentosa” e que “impõe resposta célere” por parte do tribunal. E mais: UE anuncia início do acordo com Mercosul; Saiba detalhes. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: CNN)

