O presidente Donald Trump anunciou que elevará a sobretaxa global de importações nos Estados Unidos para 15%, após decisão da Suprema Corte do país. A medida passa a vigorar a partir da meia-noite da próxima terça-feira (24), conforme comunicado da Casa Branca divulgado no sábado (21).
A elevação da tarifa se baseia na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que estabelece a alíquota máxima de 15% para sobretaxas globais, impedindo novos aumentos além desse limite legal.
No comunicado oficial, a Casa Branca também publicou uma lista de produtos que ficarão isentos da taxa de 15%, incluindo:
Minerais críticos e metais usados em moedas e lingotes, além de energia e produtos energéticos, garantindo fornecimento estratégico para a economia americana.
Recursos naturais e fertilizantes que não podem ser cultivados ou produzidos localmente nos EUA, evitando dependência externa.
Produtos agrícolas como carne bovina, tomates e laranjas, essenciais para o consumo da população.
Produtos farmacêuticos e insumos para a indústria farmacêutica doméstica.
Componentes eletrônicos essenciais para a cadeia produtiva de tecnologia.
Veículos e peças para carros de passeio, caminhões leves, médios e pesados, ônibus e veículos comerciais.
Produtos aeroespaciais vitais para os setores de aviação e defesa.
Materiais informativos como livros, doações e bagagem acompanhada.
Segundo analistas, a taxa de 15% representa uma redução em relação a tarifas anteriores, que chegavam a 50% para países como Brasil, Canadá, China e Índia.
Para outros parceiros, como Argentina, Austrália, Arábia Saudita e Reino Unido, os impactos continuam mais altos.
Especialistas apontam que grandes varejistas como Walmart, Target, Costco e Amazon podem se beneficiar da redução, enquanto consumidores individuais podem não perceber impactos positivos imediatos nos preços, especialmente porque não há definição sobre reembolsos para importadores.
Economistas, como Joe Brusuelas, da RSM US, e Kyle Handley, da Universidade da Califórnia, destacam que países com acordos comerciais recentes com os EUA, incluindo Brasil e Índia, são “vencedores temporários” da medida, mas alertam que novas tarifas podem ser aplicadas a setores específicos no futuro. E mais: Saiba quanto o governo Lula já gastou no cartão corporativo. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: BPMoney)

