Desde o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal registrou gastos superiores a R$ 1,4 bilhão em cartão corporativo, segundo levantamento divulgado pela Revista VEJA.
Apenas em 2025, os valores somaram R$ 423 milhões, de acordo com dados oficiais revelados pela Veja.
Entre os maiores gastos, chamam atenção pagamentos a empresas de construção e, de forma surpreendente, pedidos realizados no iFood.
De acordo com a apuração, os custos concentram-se primeiramente em serviços de pagamento, seguidos por materiais de construção e, por fim, serviços de delivery.
A Presidência da República sozinha respondeu por R$ 55 milhões do total acumulado desde 2023, representando parcela significativa das despesas.
O Tribunal de Contas da União ressaltou que mais de 99% das transações estão classificadas como ‘sigilosas’, dificultando o acompanhamento e a transparência sobre o uso do dinheiro público.
Segundo o TCU, a falta de detalhamento inviabiliza o controle social efetivo sobre os recursos federais.
Em comparação com anos anteriores, os gastos de 2025 foram menores que os de 2024, quando o cartão corporativo consumiu R$ 584 milhões, representando uma redução de 27,5%.
Já em 2023, primeiro ano do mandato, as despesas somaram R$ 430 milhões, mantendo um patamar elevado ao longo do período.
O governo justifica os gastos com logística e viagens, enquanto parlamentares de oposição questionam a eficiência das despesas, especialmente no caso de pedidos em aplicativos e compras de materiais de obra em cartões de uso emergencial.
A inclusão de iFood e produtos de construção gera dúvidas sobre a adequação das transações, considerando que o cartão corporativo deve ser utilizado para situações emergenciais específicas.
No total, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, o montante acumulado chega a R$ 1,437 bilhão, conforme compilação dos dados oficiais divulgados pelo governo federal. E mais: Enquanto é criticado, agro salva o PIB do Brasil em 2025. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Veja; BPMoney)

