Quem é o único bilionário da Venezuela na lista da Forbes em 2025

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Mesmo sendo dona de uma das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela aparece de forma tímida no ranking global de grandes fortunas. Em 2025, apenas um nome representa o país na lista de bilionários da Forbes: Juan Carlos Escotet, fundador do grupo financeiro Banesco, com sede em Caracas.

Escotet tem um patrimônio líquido estimado em US$ 7,4 bilhões, cerca de R$ 40 bilhões, e figura entre os bilionários do mundo no ranking global.



O valor da fortuna quase dobrou em um ano: em 2024, sua riqueza líquida era calculada em cerca de R$ 20 bilhões, um desempenho que contrasta com a realidade econômica da Venezuela, marcada por hiperinflação, sanções internacionais e empobrecimento da população.

Escotet nasceu em Madrid de pais espanhóis que migraram para a Venezuela e começou sua carreira cedo, trabalhando como office‑boy no banco Banco Unión aos 17 anos enquanto estudava economia.

Formado em economia, ele fundou em 1986 uma corretora financeira que anos depois se fundiu com o banco onde havia iniciado a carreira, dando origem ao Banesco, que se tornaria um dos maiores grupos bancários da Venezuela e com atuação internacional.



A expansão internacional da sua atuação ganhou força a partir de 2012 com a compra do tradicional banco espanhol Banco Echevarría e depois do Abanca. Em dezembro de 2025, a subsidiária do Banesco nos Estados Unidos anunciou a compra de uma carteira de investimentos da Small Business Administration (SBA) no valor de US$ 95 milhões, reforçando a presença do grupo na Flórida e em Porto Rico.

Apesar de ter se fortalecido no boom do petróleo entre as décadas de 1980 e 2000, o Banesco enfrentou conflitos com o regime chavista. Em 2018, onze executivos do banco foram presos sob acusações de manipulação cambial e desvalorização da moeda; todos foram libertados após negociações envolvendo autoridades espanholas, e a intervenção estatal terminou em 2019.



Hoje, o Banesco continua como uma das instituições líderes no sistema bancário venezuelano, mas com estratégia cada vez mais voltada ao exterior, refletindo a busca por estabilidade e crescimento fora de um mercado interno abalado por crises econômicas e políticas.

Escotet, que hoje vive em A Coruña, na Espanha, com cidadania espanhola e venezuelana, também atua em outras áreas e é ligado a iniciativas empresariais e sociais fora da Venezuela. (Foto: redes sociais; Fonte: UOL)

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