Moraes recebe laudos de Alzheimer de Heleno, mas faz novas exigências; Saiba quais

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Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Polícia Federal realize, no prazo máximo de 15 dias, uma perícia médica detalhada para verificar se o general da reserva Augusto Heleno realmente apresenta quadro de Alzheimer.

A medida foi tomada após o magistrado identificar supostas ‘contradições’ entre as informações apresentadas pelo próprio militar e pela defesa.

Moraes ordenou que os peritos façam uma “avaliação clínica completa”, argumentando que a análise do pedido formulado pelos advogados só pode prosseguir depois da comprovação efetiva de um possível diagnóstico de demência mista — combinação de Alzheimer com comprometimento vascular. (continua)

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Segundo o despacho, a PF deve incluir no laudo o histórico médico, exames laboratoriais (como níveis de vitamina B12 e função tireoidiana), avaliações neurológicas e neuropsicológicas e, se necessário, exames de imagem como ressonância magnética ou PET scan.

O ministro também pede investigação específica sobre a memória, outras funções cognitivas e eventuais limitações funcionais, além de apontar os cuidados indispensáveis para preservar a saúde do réu e se há necessidade de supervisão permanente.

Heleno, de 78 anos, declarou recentemente sofrer de “perda de memória recente importante” e afirmou ser “portador de demência de Alzheimer em evolução desde 2018”.




As informações constam no exame de corpo de delito realizado antes de sua transferência para o Comando Militar do Planalto, onde começou a cumprir pena na semana passada. O documento também menciona que ele faz tratamento para hipertensão e prisão de ventre.

Apesar do relato, a médica responsável pelo exame afirmou que o general estava em “bom estado geral, alerta e com sinais vitais regulares”, descrevendo-o como um “indivíduo idoso, com aparência compatível com a idade biológica, colaborativo e com estado emocional estável”. Na ocasião, segundo o relatório, ele se queixou apenas de dores nas costas.

Inicialmente, o general afirmou que havia recebido o diagnóstico da doença em 2018, mas a defesa posteriormente informou ao STF que a confirmação médica ocorreu apenas em 2025. Segundo os advogados, Heleno só passou a fazer exames específicos para investigar Alzheimer a partir de 2024, o que supostamente contradiz a primeira versão.




Se fosse confirmado que o Alzheimer evoluía desde 2018, isso significaria que o general já apresentava sinais da doença enquanto ocupava o cargo de ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) entre 2019 e 2022, período em que esteve à frente de uma das áreas mais sensíveis da Presidência.

Augusto Heleno foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão por suposta ‘tentativa de golpe de Estado’ e outros quatro crimes.

A perícia agora determinada será decisiva para que o tribunal avalie eventuais implicações legais relativas ao estado de saúde do militar no cumprimento da pena. E mais: 7 dias: Maduro descumpre ultimato de Trump e vai ficando sem opções; Saiba detalhes (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

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