Após visitar o pai na cela especial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (25/11) que o ex-presidente Bolsonaro está “indignado e inconformado” com a prisão preventiva que cumpre desde sábado.
Segundo o parlamentar, o ex-presidente sofreu uma crise de soluço entre ontem e hoje, precisou de atendimento de um agente, mas apresentou melhora após medicação.
“Ele teve crise de soluço de ontem para hoje. Eu fico preocupado com isso. Ele acaba broncoaspirando e isso pode acarretar uma infecção no pulmão, o que pode ser letal”, declarou Flávio a jornalistas em frente à PF. (continua)
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(segue) Questionada pela imprensa sobre o episódio, a corporação disse que, “por questões de segurança institucional, não comenta detalhes de rotina, horários ou procedimentos específicos” da custódia.
Bolsonaro foi conduzido à Superintendência a pedido da PF, que alegou suposto ‘risco de fuga’, motivado por uma vigília de oração convocada por Flávio em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Além disso, pouco antes da detenção, o ex-mandatário teria violado a tornozeleira eletrônica, tentando abrir o dispositivo com um ferro de solda. “Ele está indignado e inconformado. [Ele tem dito]: “O que eu fiz para estar aqui?”, relatou o senador.
Na frente da PF, Flávio reforçou que a tentativa de violar a tornozeleira ocorreu em um momento de “confusão mental”, e que não havia risco real de fuga. “Ainda que ele desse marretada na tornozeleira, era impossível fugir. Moraes queria fazer e fez (decretar a prisão). Foi uma confusão mental da parte dele”, explicou.
O ex-presidente recebeu nesta terça-feira as visitas de Flávio e Carlos Bolsonaro, com autorização de Alexandre de Moraes. Cada encontro durou 30 minutos e foi feito separadamente. Na quinta-feira, Bolsonaro deverá receber Renan Bolsonaro, que também obteve permissão do Supremo.
Na segunda-feira, a prisão preventiva foi mantida por unanimidade pelo STF. A Primeira Turma referendou a decisão de Moraes, que afirmou que Bolsonaro “violou dolosa e conscientemente” a tornozeleira eletrônica. O voto do ministro rebateu a defesa do ex-presidente, que alegava “confusão mental” devido ao uso de medicamentos.
Bolsonaro permanece em uma sala especial de aproximadamente 12 metros quadrados, equipada com cama de solteiro, ar-condicionado, frigobar, banheiro privativo e televisão.
O espaço passou por reforma recentemente, considerando a possibilidade de prisão do ex-presidente. A configuração da sala é semelhante à utilizada por Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve detido na Superintendência da PF em Curitiba.
A legislação brasileira prevê que autoridades com prerrogativa de função, como ex-presidentes, tenham direito a condições compatíveis com a chamada “sala de Estado-Maior”, garantindo dignidade e segurança física do detento. E mais: Quem é o astro de Hollywood que deve interpretar Bolsonaro nos cinemas. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: O Globo)

