A Polícia Federal (PF) afirmou nesta terça-feira (30) que as recentes ameaças virtuais contra Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), podem ter ligação com a investigação sobre a atuação de ‘milícias digitais’ durante o governo do ex-presidente Bolsonaro.
A conclusão consta em uma manifestação enviada pela PF ao Supremo, após Dino solicitar investigação de ameaças recebidas pelas redes sociais.
No dia 10 de setembro, o ministro do STF disse que passou a ser alvo de “ameaças graves” contra sua vida e integridade física após proferir voto pela condenação de Bolsonaro e mais sete réus pela suposta ‘trama golpista’.
Ao analisar o caso, a delegada responsável pela investigação entendeu que as ameaças podem estar relacionadas com o inquérito que apura as ‘milícias digitais’ e pediu que Alexandre de Moraes, relator do inquérito, analise a eventual ligação entre os dois casos.
Até o momento, a checagem preliminar da PF já encontrou 50 perfis que realizaram as ameaças. “Sendo assim, submeto a Vossa Excelência a apreciação acerca de eventual conexão dos fatos acima narrados com aqueles apurados no INQ n° 4.874/DF, no âmbito do qual são investigadas condutas praticadas por integrantes de milícias digitais voltadas à coação de ministros integrantes da Suprema Corte”, afirmou a PF.
A corporação também pediu que seja aberta uma investigação específica para tratar das ameaças contra Flávio Dino e que as plataformas que operam as redes sociais forneçam dados dos perfis que realizaram as postagens.
Em outro caso ocorrido recentemente, a PF indiciou uma mulher que teria ofendido o mesmo ministro Dino durante voo entre São Luís e Brasília. A acusada, que não teve o nome divulgado oficialmente, vai responder pelos crimes de injúria e incitação do crime. (Foto: STF; Fonte: STF)
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