O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) decidiu suspender a investigação contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, por suspeita de envolvimento em esquema de compra de votos.
A decisão foi tomada com base em ausência de justa causa e na falta de elementos que sustentassem a inclusão do dirigente no inquérito, conforme a decisão.
A investigação teve início após operação da Polícia Federal voltada para possíveis crimes eleitorais relacionados ao pleito de 2024. Os principais alvos eram Renildo e a deputada federal Helena Lima, acusados de participação direta na compra de votos. Renildo chegou a ser flagrado com dinheiro escondido na cueca. Samir Xaud foi citado em um áudio atribuído a Renildo, o que motivou sua inclusão no caso.
Com autorização judicial, foram feitas buscas e apreensões na residência de Xaud e também na sede da CBF. Seus advogados, no entanto, recorreram ao TRE com um pedido de habeas corpus alegando que não havia fundamentos suficientes para sua investigação.
O desembargador Jesus Rodrigues do Nascimento acolheu o pedido, afirmando que “a mera referência à pessoa do ora paciente não pode ser considerada suficiente para justificar a investigação criminal”. Ele ainda apontou que não havia vínculo claro entre Xaud e os delitos investigados, e que a exposição pública poderia prejudicar sua imagem.
Na decisão, o magistrado deferiu liminar para suspender a investigação até o julgamento do mérito do habeas corpus. A CBF divulgou nota com posicionamento de Samir Xaud:
“Sei de onde eu vim, sei quem eu sou e mantive a tranquilidade nos últimos dias, apesar da injustiça cometida e da grave exposição negativa da minha imagem. Seguirei trabalhando com foco, fé e honestidade em prol do futebol brasileiro.” (Foto: CBF; Fonte: UOL)
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