Gilmar Mendes chama Eduardo Bolsonaro de covarde e promete ‘resposta à altura’

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Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a Corte “não se dobra a intimidações” e criticou duramente a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

Segundo o magistrado, a atuação do parlamentar em apoio à sanção de Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky representa um “ato covarde” e um gesto que “lesa a pátria”.

Durante o pronunciamento, Gilmar classificou a movimentação como parte de uma “ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro” e ressaltou que o STF enfrentará esses ataques com firmeza. “Haverá uma resposta à altura do Estado brasileiro”, declarou.

O ministro associou os ataques ao STF a uma tentativa de enfraquecer a soberania nacional. “Trata-se de retórica política barata dos acusados e seus asseclas para desacreditar o Tribunal e tentar desviar o foco do debate público dos graves fatos que estão sendo revelados pelas testemunhas e pelas provas apresentadas pela PGR”, apontou.

Referindo-se diretamente a Alexandre de Moraes, Mendes fez questão de exaltar o colega. “É fundamental defendermos aqueles que, com coragem e retidão, enfrentam essas ameaças, mesmo quando isso implica suportar o peso de críticas injustas e ataques pessoais”, afirmou.

Ainda segundo Gilmar, Moraes tem exercido um papel crucial na preservação institucional. “Ministro Alexandre tem prestado um serviço fundamental ao Estado brasileiro, demonstrando prudência e assertividade na condução dos procedimentos instaurados para a defesa da democracia”, ressaltou.

O decano também relembrou o período da pandemia e os eventos de 8 de janeiro, ao reforçar que o STF resistiu ao “populismo iliberal”. Em suas palavras: “Este Tribunal, num passado recentíssimo, ainda presente entre nós por força da memória dos mais de setecentos mil mortos na pandemia da covid, não sucumbiu ao populismo iliberal responsável pelo trágico 8 de Janeiro – o dia da Infâmia”.

Gilmar concluiu com um recado direto aos que, segundo ele, promovem o caos sob o pretexto de patriotismo. “Aos propagadores da instabilidade e do caos, irresponsáveis e pusilânimes que se autointitulam patriotas, mas que trabalham abertamente contra os interesses de seu próprio país: não tenham dúvida de que seus atos criminosos – praticados contra autoridades constituídas e contra o povo brasileiro – receberão uma resposta à altura por parte do Estado brasileiro”.

 

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