Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá se debruçar nos próximos dias sobre um pedido de afastamento preventivo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A solicitação faz parte de uma representação protocolada por Lindbergh Farias (PT-RJ), no dia 22 de julho, e ganhou novo peso político com o agravamento da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
Na ação, o parlamentar petista não apenas requer que Moraes barre uma eventual nomeação de Eduardo para um cargo comissionado no governo do Rio de Janeiro — o que, segundo ele, serviria para manter o deputado em solo americano —, como também pede o afastamento imediato do mandato. O objetivo, segundo o texto, seria conter “a possível continuidade delitiva dos crimes investigados no inquérito 4995 e em ação penal 2.668”.
O nome de Eduardo Bolsonaro voltou ao centro das atenções após os EUA imporem tarifas pesadas ao Brasil e aplicarem sanções individuais ao ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. O lobby feito por Eduardo junto a autoridades ligadas ao ex-presidente Donald Trump tem sido apontado como um dos fatores que influenciaram essas medidas contra o país.
Além da investigação no STF, que apura se o deputado cometeu crimes de obstrução de Justiça e coação no curso das investigações, Eduardo também enfrenta pedidos de cassação no Conselho de Ética da Câmara. No entanto, a avaliação de bastidores no Congresso é que esses pedidos têm pouca chance de avançar, apesar da pressão crescente.
O lobby internacional do deputado tem sido alvo de duras críticas, e, em parte da opinião pública, ele já é rotulado como “traidor da pátria” por sua atuação considerada contrária aos interesses nacionais.
Caso Moraes acate o pedido cautelar, Eduardo Bolsonaro poderá ser temporariamente suspenso de suas funções parlamentares, enquanto as investigações seguem em curso no STF. (Foto: STF; Fonte: UOL)
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