Brasil envia caju, amendoim e outras sementes para ‘cofre do fim do mundo’

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A Embrapa realizou nessa quarta-feira (10) mais uma remessa de sementes brasileiras para o Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. O envio incluiu 24 acessos genéticos de culturas como caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, que passam a integrar a principal reserva de segurança agrícola do planeta.

Localizado no arquipélago de Svalbard, próximo ao Polo Norte, o cofre global foi criado para garantir a preservação da diversidade genética de plantas cultivadas, funcionando como uma espécie de seguro para a agricultura mundial diante de ameaças como conflitos armados, eventos climáticos extremos, pragas e catástrofes naturais.

Com a nova remessa, o número de materiais genéticos enviados pela Embrapa ao banco norueguês ultrapassa 8 mil amostras desde o início da parceria, em 2012.

Atualmente, o depósito internacional reúne cerca de 1,38 milhão de amostras de sementes pertencentes a mais de 5 mil espécies agrícolas, provenientes de 223 países e territórios. O material é fornecido por centros de pesquisa, universidades e bancos genéticos de diversas partes do mundo.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a iniciativa reforça a contribuição brasileira para a preservação da biodiversidade e para a segurança alimentar global.

Entre as culturas brasileiras já armazenadas em Svalbard estão arroz, feijão, milho, soja, trigo, hortaliças, forrageiras e diversas espécies frutíferas. Segundo a Embrapa, os maiores volumes depositados são de arroz, feijão e milho, considerados fundamentais para a alimentação humana.

Além da contribuição ao banco global, a instituição mantém em Brasília um dos maiores centros de conservação genética do mundo. O banco de germoplasma vegetal da empresa reúne quase 126 mil amostras de 1.213 espécies, armazenadas em câmaras com temperatura de 18 graus negativos.

A estrutura possui capacidade para conservar até 600 mil amostras de sementes, com possibilidade de ampliação para cerca de 900 mil materiais genéticos.

O acervo também inclui recursos genéticos de origem animal e microrganismos utilizados em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o agronegócio, incluindo bioinsumos, biofertilizantes e biodefensivos.

Um dos destaques da agenda é a assinatura de uma carta de intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia. O acordo prevê parcerias em áreas como biotecnologia, bioeconomia, segurança alimentar, manejo de solos, recursos hídricos e sustentabilidade.

A Embrapa também visitou o Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos, considerado referência internacional em aquicultura e inovação alimentar. E mais: Nutricionistas podem ser proibidos de divulgarem ‘antes x depois’ de pacientes. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Canal Rural)

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