A partir de 31 de dezembro, a Vivo deixará de atuar como concessionária de telefonia fixa no Brasil e passará a operar nesse segmento sob o regime de autorização. A mudança, já oficializada junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), altera o modelo regulatório da empresa e abre espaço para novos investimentos em áreas estratégicas.
A migração foi formalizada em 11 de abril de 2025, quando a operadora comunicou à Anatel a troca do contrato de concessão pelo de autorização. Com isso, a Vivo deixa de prestar o serviço de telefonia fixa por meio da antiga rede de cabos de cobre. O atual contrato de concessão será encerrado oficialmente em 31 de dezembro de 2025.
Enquanto atuava como concessionária, a empresa era obrigada a cumprir uma série de exigências regulatórias, como atendimento em regiões pouco atrativas economicamente e a manutenção de telefones públicos. Ao adotar o novo modelo, essas obrigações deixam de existir, permitindo maior flexibilidade operacional e financeira.
A mudança, no entanto, não significa o fim da telefonia fixa para os consumidores. A Vivo informou que fará a migração gradual dos clientes da rede de cobre para tecnologias mais modernas, como a fibra óptica. Segundo a Anatel, não haverá interrupção do serviço nem reajuste de preços durante o processo. (continua)
Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.
(segue) Com a redução das obrigações regulatórias, a empresa pretende direcionar recursos para novos projetos. Em relatório financeiro, a Vivo estimou que poderá levantar cerca de R$ 3 bilhões com a venda de cobre e ao menos R$ 1,5 bilhão com a alienação de ativos, incluindo imóveis que abrigam antigas centrais telefônicas.
“Vamos investir em projetos a serem entregues em 5 a 10 anos, focados na expansão da nossa cobertura móvel e rede de fibra, enquanto mantermos o serviço de voz fixa em lugares onde somos a operadora de último recurso até 2028”, afirmou a empresa em comunicado divulgado em maio de 2025.
No novo modelo, a operadora assumiu compromissos específicos definidos pela Anatel. Entre eles estão a manutenção do serviço de voz fixa até 31 de dezembro de 2028 em regiões sem concorrência adequada, a oferta de planos com valores compatíveis ou mais vantajosos que o plano básico e a preservação dos telefones de uso público até o fim de 2025.
Além disso, a Vivo se comprometeu a expandir sua infraestrutura, com a construção de transporte de fibra em 121 municípios, manutenção do serviço em cidades sem competidores até 2028 e a implantação de rede móvel em 649 localidades.
A Vivo é a segunda operadora autorizada a migrar do regime de concessão para o de autorização. Antes dela, a Oi passou por processo semelhante, embora em um contexto distinto, já que possui uma das maiores redes de cabeamento do país, fundamental para a operação de serviços públicos essenciais, como atendimentos do SUS e forças de segurança. (Foto: divulgação; Fonte: UOL)

