O governo de Donald Trump está avaliando possíveis medidas contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após ele ter solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes que, somados, podem resultar em até 43 anos de prisão. A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.
Segundo fontes próximas ao Partido Republicano, a Casa Branca estuda aplicar sanções diretamente a Gonet, em uma ação semelhante à que está sendo cogitada contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
As penalidades poderiam ser aplicadas com base na Lei Magnitsky — que permite punir autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos — e na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro está em Washington e tem participado das tratativas com aliados de Trump. As discussões refletem o crescente desconforto entre o ex-presidente norte-americano e autoridades do sistema de Justiça brasileiro.
Trump, que já impôs tarifas de 50% a produtos brasileiros, como aço e suco de laranja, voltou a criticar o STF e o governo Lula, acusando-os de promover “ataques vergonhosos” contra Jair Bolsonaro. Apesar da pressão internacional, ministros da Corte afirmaram à imprensa que não pretendem alterar sua atuação institucional em razão de manifestações dos EUA.
A ofensiva contra Gonet ganhou força após a divulgação do parecer da Procuradoria-Geral da República, que atribui a Bolsonaro o papel de “líder da organização criminosa” responsável por articular uma suposta ‘tentativa de golpe de Estado’ para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.
Além disso, Gonet apontou que o ex-presidente cometeu os crimes de: “tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado com uso de violência e ameaça grave, além de prejuízos ao patrimônio da União, inclusive com danos a bens tombados”.
A tensão diplomática entre os dois países se intensifica, abrindo espaço para novos confrontos políticos e possíveis embates jurídicos em nível internacional. (Foto: MPF; Fonte: Metrópoles)
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