O governo brasileiro ainda aguarda uma resposta dos Estados Unidos a uma carta confidencial enviada há dois meses, na qual propôs uma solução negociada para o aumento das tarifas sobre produtos nacionais.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (15) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Segundo Alckmin, o documento foi encaminhado ao presidente americano, Donald Trump, no momento em que Washington impôs uma alíquota recíproca de 10% sobre mercadorias brasileiras. Até o momento, porém, não houve retorno.
“Enviamos uma carta confidencial há dois meses sobre tratativas de acordo e de entendimento, mas não obtivemos resposta. Faz dois meses. O que nós vamos encaminhar é uma carta dizendo que aguardamos a resposta e continuamos empenhados em resolver este problema”, declarou.
A falta de diálogo direto com os EUA levou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a preparar uma nova investida diplomática, desta vez em reação à tarifa de 50% anunciada recentemente, que deve entrar em vigor em 1º de agosto.
Durante uma reunião com representantes da indústria, realizada nesta manhã, empresários pediram ao governo que tente negociar a prorrogação do início da cobrança da tarifa. Como parte da estratégia, foi sugerido que empresas brasileiras também iniciem conversas diretas com seus parceiros comerciais nos EUA, buscando sensibilizá-los sobre os efeitos negativos da medida para ambos os lados.
“Queremos resolver o problema o mais rápido possível. Se houver necessidade de mais prazo, vamos trabalhar nesse sentido”, afirmou o vice-presidente.
Esse encontro marcou a primeira atividade oficial do comitê interministerial criado pelo Palácio do Planalto para coordenar a resposta brasileira à medida americana. O grupo é liderado pelo ministério de Alckmin, com apoio das pastas da Fazenda, Casa Civil, Itamaraty e Secretaria de Relações Institucionais.
A ideia do governo é alinhar posições entre o setor público e a iniciativa privada antes de formalizar novas ações, adotando uma abordagem coordenada e firme nas negociações com os Estados Unidos. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: CNN)
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